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Bundesliga 2011/12

Colaborou Eduardo Junior

O recorde de pontos do Borussia Dortmund, a tri-vice coroa do Bayern Munique e o rebaixamento dramático do Hertha Berlim estão entre os fatos mais importante da Bundesliga, mas estão longe de representar tudo o que aconteceu na competição. Equipes como o Borussia Mönchengladbach, que buscou o quarto lugar e está na Liga dos Campeões, mostram que o equilíbrio é grande e não se ganha na Alemanha só com dinheiro, até porque o abismo econômico entre os clubes não é tão grande. É necessário correr sempre, lutar pelas vitórias, e isso faz com que a Bundesliga cresça ano a ano e seja cada vez mais respeitada como sucesso de público em toda a Europa.

Confira, nas linhas abaixo, o que os 18 participantes fizeram de melhor (e pior) na temporada 2011/12:

Borussia Dortmund

Colocação final: 1º, com 81 pontos (classificado para a fase de grupos da Liga dos campeões)
Técnico: Jürgen Klopp
Maior vitória: 6×1 Köln (26ª rodada)
Maior derrota: 1×2 Hanover 96 (5ª rodada) e Hertha Berlim (7ª rodada)
Competição continental: eliminado na fase de grupos da Liga dos Campeões
Principal jogador: Shinji Kagawa
Decepção: Lucas Barrios
Artilheiro: Robert Lewandowski (22 gols)
Líder em assistências: Robert Lewandowski e Shinji Kagawa (8 assistências)
Nota da temporada: 9,5

Bicampeão da Bundesliga com recorde de pontos, campeão da Copa da Alemanha com uma goleada sobre o Bayern Munique. O Borussia Dortmund provou que é o melhor time alemão dentro dos limites da Alemanha. Com a lesão de Mario Götze, Shinji Kagawa assumiu a bronca e foi decisivo em várias partidas, assim como Robert Lewandowski, que ganhou a posição de Lucas Barrios. Na defesa, Mats Hummels e Neven Subotic seguem dando show e são partes fundamentais no sucesso do time.

Os aurinegros, porém, ainda precisa mostrar que são fortes também em nível continental. A vexatória eliminação na primeira fase da Liga dos Campeões não repercutiu nada bem, e o técnico Jürgen Klopp, que chegou a ser sondado pelo Chelsea durante a temporada sabe disso. Em 2012/13, a desculpa da inexperiência na competição deixará de enganar os mais esperançosos. Será preciso mostrar futebol, e, mais do que isso, vencer.

Bayern Munique

Colocação final: 2º, com 73 pontos (classificado para a fase de grupos da Liga dos Campeões)
Técnico: Jupp Heynckes
Maior vitória: 7×0 Freiburg (5ª rodada)
Maior derrota: 3×1 Borussia Mönchengladbach (18ª rodada)
Competição continental: vice-campeão da Liga dos Campeões
Principal jogador: Frank Ribéry
Decepção: Nils Petersen
Artilheiro: Mario Gómez (26 gols)
Líder em assistências: Franck Ribéry (12 assistências)
Nota da temporada: 8

A tri-vice coroa foi muito cruel com o Bayern Munique. O time teve um ótimo desempenho na temporada e fez uma pontuação que em muitos outros anos seria suficiente para garantir o título. Não contava com o recorde do Borussia Dortmund, algoz implacável também na final da Copa da Alemanha. O último golpe veio na final da Liga dos Campeões contra o Chelsea, com a derrota nos pênaltis.

Ainda assim, é possível enxergar pontos positivos no time. A temporada fantástica de Franck Ribéry, a evolução assombrosa no jogo de Toni Kroos, a segurança que Manuel Neuer trouxe à meta e, principalmente, a melhora no setor defensivo indicam que nas próximas temporadas o time possa finalmente sair do quase e soltar o grito de campeão que está entalado na garganta.

Schalke 04

Colocação final: 3º com 64 pontos (classificado para a fase de grupos da Liga dos Campeões)
Técnicos: Ralf Rangnick (até a 6ª rodada) e Huub Stevens
Maior vitória: 5×0 Köln (2ª rodada)
Maior derrota: 1×4 Nürnberg (30ª rodada
Competição continental: eliminado nas quartas de final da Liga Europa
Principal jogador: Raúl
Decepção: Timo Hildebrand
Artilheiro: Klaas-Jan Huntelaar (29 gols)
Líder em assistências: Klaas-Jan Huntelaar e Jefferson Farfán (8 assistências)
Nota da temporada: 7,5

Depois de chegar às semifinais da Liga dos Campeões e fazer uma desastrosa Bundesliga em 2010/11, o Schalke 04 tomou jeito e tratou de cumprir um bom papel em 2011/12. O time sempre militou na parte de cima da tabela e chegou a brigar pela liderança em alguns momentos, mas sucumbiu à falta de qualidade das peças de reposição do elenco e acabou ficando para trás.

O trio formado por Raúl, Huntelaar e Farfán comandou o ataque do time e ainda contou com a ajuda do ótimo Julian Draxler, meia que foi recompensado pelo bom desempenho com a convocação para a pré-lista para a Eurocopa. Benedikt Höwedes fez as pazes com o bom futebol e agora é especulado no Bayern Munique, e a expectativa pela próxima temporada é grande.

Borussia Mönchengladbach

Colocação final: 4º com 60 pontos (classificado para a fase preliminar da Liga dos Campeões)
Técnico: Lucien Favre
Maior vitória: 5×0 Werder Bremen (13ª rodada)
Maior derrota: 0x2 Borussia Dortmund (32ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Principal jogador: Marco Reus
Decepção: Igor de Camargo
Artilheiro: Marco Reus (18 gols)
Líder em assistências: Juan Arango (12 assistências)
Nota da temporada: 10

Do quase rebaixamento à vaga na fase preliminar da Liga dos Campeões em uma temporada. Essa história fantástica poderá ser contada pelos jogadores do Borussia Mönchengladbach, que chegaram a sonhar com o título em alguns momentos da temporada mas, também prejudicados pela falta de elenco, acabaram na quarta colocação.

O craque do time foi, mais uma vez, Marco Reus. O meia-atacante, que está de saída para o Borussia Dortmund, só não fez chover nos jogos em Mönchengladbach e contou com a boa ajuda de Juan Arango, venezuelano que cresceu muito de produção em 2011/12, além do rápido e impetuoso Patrick Hermann. Na defesa, destaque para o goleiraço Marc-André ter Stegen e para o brasileiro Dante, já negociado com o Bayern.

Bayer Leverkusen

Colocação final: 5º, com 54 pontos (classificado para a fase direta da Liga Europa)
Técnicos: Robin Dutt (até a 28ª rodada) e Sami Hyppia
Maior vitória: 4×1 Augsburg (5ª rodada)
Maior derrota: 1×4 Köln 6ª rodada
Competição continental: eliminado nas oitavas de final da Liga dos Campeões
Principal jogador: Lars Bender
Decepção: Michael Ballack
Artilheiro: Stefan Kiessling (16 gols)
Lider em assistências: Gonzalo Castro (6 assistências)
Nota da temporada: 6

Sem sal. Assim pode ser definida a temporada do Bayer Leverkusen. O time ficou ali, namorando com o limbo, durante todo o campeonato e conseguiu no fim uma classificação para a Liga Europa, muito mais pela irregularidade da concorrência do que por méritos próprios. De quebra, os 7 a 1 sofridos contra o Barcelona devem ter feito o time se arrepender de ter disputado a Liga dos Campeões.

Entre os poucos que se salvaram, está Lars Bender, volante que foi pré-convocado para a Eurocopa. Stefan Kiessling voltou a marcar gols, o que também é importante, mas a ausência de Arturo Vidal no meio foi mais sentida do que a presença de qualquer um deles. Se quiserem voltar a disputar a ponta, os Aspirinas terão que abrir a carteira em 2012/13.

Stuttgart

Colocação final: 6º, com 53 pontos (Classificado para a fase preliminar da Liga Europa)
Técnicos: Bruno Labbadia
Maior vitória: 5×0 Hertha Berlim (21ª rodada)
Maior derrota: 2×4 Hannover 96 (22ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Principal jogador: Martin Harnik
Decepção: Timo Gebhart
Artilheiro: Martin Harnik (17 gols)
Líder em assistências: Tamas Hajnal (8 assistências)
Nota da temporada: 6

Inconstante no primeiro turno, o Stuttgart engatou uma reação a partir da segunda metade do returno, mas não conseguiu recuperar todo o tempo perdido. A sexta colocação, porém, não pode ser considerada totalmente ruim, sobretudo pela turbulência política pela qual o clube passou e pela insegurança total do sistema defensivo montado por Bruno Labbadia.

Dois jogadores contratados acabaram fazendo a diferença: William Kvist, trazido do Kobenhavn no início da temporada, e Vedad Ibisevic, que veio do Hoffenheim e foi um excelente negócio de inverno, marcando oito gols só no segundo turno. O austríaco Martin Harnik, com 17 gols, se firmou definitivamente no ataque, enquanto Tamas Hajnal seguiu dando as cartas no meio. O brasileiro Cacau, porém, teve desempenho apenas discreto.

Hannover 96

Colocação final: 7º, com 48 pontos (classificado para a fase preliminar da Liga Europa)
Técnico: Mirko Slomka
Maior Vitória: 4×1 Köln (26ª rodada)
Maior derrota: 1×4 Wolfsburg (13ª rodada)
Competição continental: eliminado nas quartas de final da Liga Europa
Principal jogador: Ron-Robert Zieler
Decepção: Christian Schulz
Artilheiro: Mohamed Abdellaoue (11 gols)
Líder em assistências: Christian Pander (6 assistências)
Nota da temporada: 6

Uma temporada correta, sem sustos e com um bom papel cumprido na Liga Europa, e o Hannover 96 pode se dar por satisfeito no fim de 2011/12. Se não chegou a surpreender com o quarto lugar como no ano passado, o time passou longe da zona de rebaixamento durante todo o tempo e foi a última equipe a derrotar o Borussia Dortmund na Bundesliga.

Entre os jogadores, destaque para o goleiro Ron-Robert Zieler, que foi pré-convocado por Joachin Löw para a Eurocopa. O lateral esquerdo Christian Pander, que veio do Schalke 04, se recuperou das lesões que sofria e voltou a atuar bem, sendo o líder de assistências do time. O norueguês Mohamed Abdellaoue terminou a temporada como artilheiro com 11 gols.

Wolfsburg

Colocação final: 8º, com 44 pontos
Técnico: Felix Magath
Maior vitória: 4×1 Hannover 96 (13ª rodada)
Maior derrota: 1×5 Borussia Dortmund (12ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Principal jogador: Mario Mandzukic
Decepção: Srdjan Lakic
Artilheiros: Mario Mandzukic e Patrick Helmes (12 gols)
Líder em assistências: Mario Mandzukic (8 assistências)
Nota da temporada: 5,5

Quase rebaixado no ano passado, o Wolfsburg teve um pouco mais de paz nesta temporada. Felix Magath botou um pouco de ordem no caos que tomava conta do time, substituiu alguns jogadores que não estavam rendendo e isso fez com que a situação melhorasse bastante, mas não a ponto de recolocar os Lobos na ponta da tabela da Bundesliga.

O centroavante croata Mario Mandzukic, que chegou a ser multado por Magath no início da temporada por não correr, terminou como destaque absoluto do time, e Josué, que não foi muito bem em 2010/11, se recuperou, sendo o maior ladrão de bolas de toda a Bundesliga. Falta, no entanto, um pouco mais de talento no meio campo para que a equipe possa deslanchar de vez.

Werder Bremen

Colocação final: 9º, com 42 pontos
Técnico: Thomas Schaaf
Maior vitória: 4×1 Wolfsburg (16ª rodada)
Maior derrota: 0x5 Borussia Mönchengladbach (13ª rodada)
Competição continental: nenhuma
Principal jogador: Claudio Pizarro
Decepção: Mehmet Ekici
Artilheiro: Claudio Pizarro (18 gols)
Líder em assistências: Claudio Pizarro (8 assistências)
Nota da temporada: 4,5

O Werder Bremen até poderia ter brigado por uma vaga na Liga Europa até o fim. Mas estragou tudo com uma campanha ridícula no segundo turno e terminou a temporada com uma série de nove partidas sem vencer. Muito pouco para quem participa frequentemente de competições europeias e às vezes até incomoda o Bayern Munique, conquistando títulos nacionais.

O principal problema dos Verdes foi a excessiva dependência de Claudio Pizarro. O atacante peruano de 34 anos fez 18 gols, deu oito assistências e foi até bem assessorado por Markus Rosenberg, autor de dez gols. Mas o restante da equipe não contribuiu ofensivamente. Com a vulnerabilidade do sistema defensivo, o time se tornou ainda mais instável.

Nüremberg

Colocação final: 10º, com 42 pontos
Técnico: Dieter Hecking
Maior Vitória: 4×1 Schalke (30ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Bayern (11ª rodada) e Schalke (13ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal Jogador: Alexander Esswein (Meia-Atacante)
Decepção: Timm Klose
Artilheiro: Thomas Pekhart e Daniel Didavi (9 gols)
Líder em assistências: Timmy Simons, Alexander Esswein, Timmy Simons, Markus Feulner e Marvin Plattenhardt (3 assistências)
Nota da temporada: 5,5

Jogando sem os destaques Mehmet Ekici e Ilkay Gündogan, o Nüremberg, uma das surpresas da última temporada, não obteve o mesmo sucesso de antes, porém, teve uma campanha consistente, capaz de manter o time na primeira divisão sem maiores sobressaltos. Um dos grandes motivos foi a permanência do técnico Dieter Hecking, grande mentor do time, que soube, na medida do possível, repor as peças perdidas.

Assim como na temporada anterior, o goleiro Raphael Schäfer e o zagueiro Philipp Wollscheid foram os grandes líderes dentro de campo. E novamente repetindo o feito de antes, o Club fez despontar outra jovem revelação: Alexander Esswein, de 22 anos, um meia esquerdo de muita habilidade. Robert Mak e Tomas Pekhart foram outros dois garotos a aparecerem bem na regular campanha do primo pobre da Baviera.

Hoffenheim

Colocação final: 11º, com 41 pontos
Técnicos: Holger Stranislawski (até a 20ª rodada) e Markus Babbel
Maior vitória: 4×0 Mainz (5ª rodada) e Hamburgo (30ª rodada)
Maior derrota: 7×1 Bayern (25ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Roberto Firmino (Atacante)
Decepção: Srdjan Lakic
Artilheiro: Sejad Salihovic (9 gols)
Líder em assistências: Fabian Johnson e Edson Braafheid (4 assistências)
Nota de temporada: 5

Assim como aconteceu em outros anos, o Hoffenheim iniciou a temporada com grandes sonhos, mas acabou tropeçando nas próprias pernas, com uma campanha muito irregular e muita instabilidade no comando técnico da equipe. No começo, o treinador era Holger Stranislawski, rebaixado na temporada anterior com o St. Pauli. Demitido na terceira rodada do segundo turno, Strani foi substituído por Markus Babbel, que havia sido dispensado pelo Hertha meses antes. Assim como seu antecessor, Babbel não conseguia fazer o time vencer, foram muitos empates, cinco no total, contra apenas quatro vitórias. A inconsistência do Hoffenheim, de certa forma escondeu atletas como Roberto Firmino, Isaac Vorsah e Sebastian Rudy, jogadores com muito potencial.

O ano de 2012 também ficou marcado pelo desmanche da “espinha dorsal” do Hoffenheim que surpreendeu a Alemanha anos atrás, chegando a conquistar o insólito título de inverno da Bundesliga. Demba Ba já havia deixado o time na temporada anterior, mas nesta, o nigeriano Obasi foi rumo ao Schalke 04, enquanto Ibisevic migrou para o Stuttgart. Como de costume, o Hoffe sonhou alto, mas se manteve na parte média da tabela.

Freiburg

Colocação final: 12º, com 40 pontos
Técnicos: Marcus Sorg (até a 17ª rodada) e Christian Streich
Maior vitória: 4×1 Colônia (33ª rodada)
Maior derrota: 7×0 Bayern (5ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Cedrick Makiadi (Meia)
Decepção: Andreas Hinkel (lateral)
Artilheiro: Cedrick Makiadi e Daniel Caligiuri (6 gols)
Líder em assistências: Johannes Flum e Julian Schuster (5 assistências)
Nota da temporada: 4,5

A Alemanha presenciou nesta temporada uma das mais incríveis reações dos últimos anos no futebol do país. Após ter somado apenas 13 pontos no primeiro turno, o Freiburg se viu renegado ao descenso após a venda de Papiss Demba Cissé ao Newcastle. Porém, uma grande reformulação no meio da temporada salvou o time de Breisgau.

O ponto alto da mudança foi a chegada de Christian Streich. Ele era assistente do ex-técnico Marcus Sorg e trouxe vários jogadores para o time, o mais destacado, Diagne, senegalês como Cissé e que deu um jeito na defesa que sofrera 39 gols no 1º turno – apenas 22 no 2º turno. No setor ofensivo, o time, antes extremamente dependente de Cissé, ganhou nova cara com Flum, Caligiuri e Makiadi, além da revelação francesa Schmid. A base jovem armada por Streich se deu tão bem, que antes da derrota na última rodada para o Borussia Dortmund, o time estava há dez jogos sem perder. O 12º lugar é lucro depois do péssimo 1º turno.

Mainz 05

Colocação final: 13º, com 39 pontos
Técnico: Thomas Tüchel
Maior vitória: 4×0 Colônia (30ª rodada) e Kaiserslautern (19ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Hoffenheim (5ª rodada)
Competição continental: Eliminado na fase prévia da Europa League
Principal jogador: Mohamed Zidan (atacante)
Decepção: Sami Allagui (atacante)
Artilheiro: Eric Maxim Choupo-Moting (10 gols)
Líder em assistências: Elkin Soto e Marcel Risse (4 assistências)
Nota da temporada: 4,5

Surpresa da temporada anterior, o Mainz 05 conseguiu manter a base do time, porém, não as estrelas. Lewis Holtby retornou de empréstimo ao Schalke 04, enquanto André Schürrle foi para Leverkusen jogar no Bayer. Além destas saídas definitivas, nomes importantes como Adam Szalai e Sami Allagui viviam no estaleiro. O peso caia todo sobre as costas de Ivanschitz e Soto, que pouco puderam fazer. Sem a espinha dorsal do time, Thomas Tüchel e seus comandados passaram por maus bocados no primeiro turno, terminando nas últimas colocações.

Com as apostas Anthony Ujah e Mario Gavranovic decepcionando, o Mainz teve de, no segundo turno, ir atrás de um antigo conhecido do torcedor, Mohamed Zidan. O egípcio era reserva no futuro campeão Borussia Dortmund e acrescentou demais ao time de Tuchel, ao marcar 7 gols em 12 jogos. A campanha do 2º turno foi um pouco mais consistente, não muito, porém, suficiente para manter o time na primeira divisão

Augsburg

Colocação final: 14º, com 38 pontos
Técnico: Jos Luhukay
Maior vitória: 3×0 Hertha (23ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Borussia Dortmund (8ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Simon Jentzsch (goleiro)
Decepção: Lorenzo Davids (volante)
Artilheiro: Ja-Cheol Koo e Sascha Mölders (5 gols)
Líder em assistências: Axel Belinghausen (6 assistências)
Nota da temporada: 6

Caçulinha da temporada, o Augsburg, treinado pelo holandês Jos Luhukay teve o alívio de saber que permaneceria na primeira divisão antes mesmo da rodada final. Após o primeiro turno, a permanência antecipada não parecia estar na pauta do clube, já que a primeira vitória do time na temporada – e em sua história na primeira divisão – foi apenas na 9ª rodada, 1×0 pra cima do Mainz.

O time bávaro também mostrou nessa temporada ser “encardido”, pois vendeu caro suas duas derrotas para o Bayern e ainda segurou um empate sem gols contra o Borussia Dortmund. Aliás, os placares igualitários se tornaram a tônica do Augsburg, que com 14 empates, foi a equipe que mais empatou na Bundesliga. Para um time que era recém-promovido, nada mal, pois foram pontos que ajudaram a lhe manter na primeira divisão. Para a próxima temporada, o time inicia nova caminhada, já que Jos Luhukay, mesmo tendo mais alguns anos de contrato, anunciou sua saída do cargo de técnico.

Hamburg

Colocação final: 15º, com 36 pontos
Técnico: Michael Oening (até a 6ª rodada), Rodolfo Cardoso, Frank Arnesen (ambos interinos) e Thorsten Fink
Maior vitória: 2×0 Hoffenheim (13ª rodada) e Nüremberg (15ª rodada)
Maior derrota: 5×0 Bayern (3ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Gökhan Töre
Decepção: Michael Mancienne (zagueiro)
Artilheiro: Mladen Petric (7 gols)
Líder em assistências: Gökhan Töre (6 assistências)
Nota da temporada: 2,5

A torcida do Hamburgo, que tanto se orgulha do fato de seu time nunca ter sido rebaixado a 2.Bundesliga, passou maus bocados nesta temporada e viu esta marca ficar ameaçada. O time iniciou o campeonato com o fraco Michael Oenning no comando técnico. Ele havia substituído Armin Veh no ano anterior e pouco fez. Durou apenas seis rodadas e saiu sem vitórias na temporada. Seu substituto foi Rodolfo Cardoso, treinador do time B, mas que não possuía licença para ser técnico. Mesmo fazendo o HSV vencer seu primeiro jogo na temporada, saiu no segundo jogo, pois sua licença expirara. O diretor esportivo, Frank Arnesen tapou buraco por um jogo para a chegada de Thorsten Fink.

Vitorioso na Suíça, Fink teve de trabalhar com vários refugos do Chelsea, todos eles indicações de Arnesen. Alguns bons jogadores vieram, como  o habilidoso Gökhan Töre, o esforçado Jacopo Sala e os zagueiros Jeffrey Bruma e Slobodan Rajkovic. Ainda assim, atletas fracos como Mancienne atrapalharam demais o time, que sofreu várias goleadas, empatou demais e teve uma temporada para ser esquecida.

Hertha Berlim

Colocação final: 16º, com 31 pontos
Técnico: Markus Babbel (até a 17ª rodada) Rainer Widmayer (interino), Michael Skibbe (da 18ª até a 21ª rodada), René Tretschok (interino) e Otto Rehhagel
Maior vitória: 3×0 Colônia (8ª rodada)
Maior derrota: 6×0 Bayern (26ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Pierre-Michel Lasogga
Decepção: Adrian Ramos
Artilheiro: Pierre-Michel Lasogga (8 gols)
Líder em assistências: Raffael (8 assistências)
Nota da temporada: 2,5

Com basicamente o mesmo elenco que subira a primeira divisão, reforçado com alguns refugos de times maiores, o Hertha Berlin sofreu com as várias mudanças de técnico e com os constantes erros do diretor esportivo, Michael Preetz. O primeiro erro dele foi demitir Markus Babbel quando o time ainda ocupava a 11ª colocação. Seu substituto foi Michael Skibbe, que durou apenas cinco jogos. O último a ocupar o cargo de técnico foi o veterano Otto Rehhagel, o treinador com maior número de jogos na história da Bundesliga.

Mas Preetz acreditava ter um elenco forte e não era bem assim. Não à toa o time foi rebaixado após duelo contra o Dusseldorf no Relegation. É claro que o Hertha tinha bons nomes, como o goleiro Kraft, o habilidoso Raffael e o oportunista Lasogga, mas o resto do time atrapalhava. Até Adrian Ramos, uma das grandes apostas da diretoria, fez temporada lamentável. A queda foi justa e serviu para mostrar a Michael Preetz que algo está errado na sua conduta.

Köln

Colocação final: 17º, 30 pontos
Técnico: Stale Solbakken (até a 30ª rodada) e Frank Schaefer
Maior vitória: 4×0 Freiburg (15ª rodada)
Maior derrota: 6×1 Borussia Dortmund (27ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Lukas Podolski
Decepção: Pedro Geromel
Artilheiro: Lukas Podolski (18 gols)
Líder em assistências: Podolski (7 assistências)
Nota da temporada: 2,0

A aposta da temporada do Köln era o técnico Stale Solbakken. O norueguês fez história na Dinamarca, mas pegou um elenco fraco e muito dependente de Lukas Podolski. Com a lesão do camisa 10 no início de 2012, o declínio técnico ficou evidente e até mesmo Pedro Geromel, um dos destaques do time, passou a jogar mal e colecionar erros infantis.

Solbakken durou até a 30ª rodada e Frank Schaefer foi novamente chamado para apagar o incêndio. Na temporada anterior, ele pegou o Colônia na 10ª rodada e evitou o descenso. Porém, o clube vivia um caos! Sem presidente de novembro até abril – quando Werner Spinner assumiu no lugar de Overath, que renegou ao cargo em 2011 -, o time ficava indefinido, sem saber até quando Solbakken duraria ou se Podolski iria para a Inglaterra. O rebaixamento gerou a ira da torcida, que agrediu atletas e quase destruíram o Rhein-Energie-Stadion. Werner Spinner terá um duro desafio pela frente.

Kaiserslautern

Colocação final: 18º, 23 pontos
Técnicos: Marko Kurz (até a 26ª rodada) e Krassimir Balakov
Maior vitória: 3×1 Mainz (6ª rodada)
Maior derrota: 4×0 Mainz (23ª rodada)
Competição continental: Nenhuma
Principal jogador: Christian Tiffert
Decepção: Richard Sukuta-Pasu
Artilheiro: Itay Shechter e Pierre De Wit (3 gols)
Líder em assistências: Konstantinos Fortounis (3 assistências)
Nota da temporada: 1

O Kaiserslautern foi a prova máxima de que só garra não basta. Mesmo lanterna da competição, os Diabos Vermelhos esbanjavam vontade e não tinham tantos problemas defensivos como Colônia, Hertha e Hamburgo, que sofreram mais gols, porém, o setor ofensivo era pobre em criatividade e extremamente dependente de Christian Tiffert, Olcay Sahan e Thanos Petsos. A única jogada do time era a bola aérea, porém, os números mostram que ela não foi eficiente. Com 24 gols marcados, o Kaiserslautern teve o pior ataque da competição. Problemas que jovens como Julian Derstroff, Richard Sukuta-Pasu e Sandro Wagner não conseguiram resolver.

O carismático Marco Kurz foi demitido na 26ª rodada e Krassimir Balakov – sim, aquele da Bulgária de 94 – pouco pode fazer ao assumir o time quando o barco já estava quase afundado. O rebaixamento vindo com duas rodadas de antecedência deve marcar a saída de jovens promissores, como Tobias Sippel, Kevin Trapp, Thanos Petsos e Sahan.
 

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Equipe Trivela

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