Alemanha

Brasileiros na Bundesliga

Não é de hoje que a Liga alemã atrai jogadores brasileiros. Nesta temporada, até o final do primeiro turno e antes do encerramento da janela de transferências de inverno, eram 36 atletas do Brasil em clubes alemães. Boa parte chega rapidamente ao sucesso, outros ainda esperam dias melhores no país de Beckenbauer. Esta coluna apresenta um pouco sobre o desempenho de alguns dos brasileiros que recentemente chegaram à Bundesliga.

Certamente, o Bayer Leverkusen não se arrependeu do investimento realizado para ter Renato Augusto e Henrique no elenco. O meia, que vivia uma situação inconstante no Flamengo dividido entre a expectativa de ser a grande “promessa” rubro-negra e a irregularidade principalmente provocada por varias lesões, firmou-se e atualmente é indispensável na jovem equipe titular.

Em boa forma física e longe das contusões é o principal armador do time, além de atuar em velocidade pelas pontas abastecendo o artilheiro Patrick Helmes, participou de 17 partidas e marcou um gol. Renato Augusto está tão bem no clube que renovou precocemente seu contrato até 2014.

Ao deixar o Fluminense, pouca gente imaginaria que Cícero faria tanta falta ao Tricolor carioca e iria se encaixar tão bem (e rapidamente) no esquema do técnico Lucien Favre do Hertha Berlim. Além de comandar o meio campo do time da capital, Cícero é o artilheiro com cinco gols e três assistências em 17 partidas disputadas. Assim como o companheiro, o atacante Raffael, ex-Zurich, tornou-se ser titular absoluto na Alemanha.

Também pelo Hertha Berlim, o zagueiro Kaká, ex-São Caetano, costuma atuar entre os titulares de forma regular: 10 partidas disputadas em uma defesa que sofreu apenas 20 gols. Rodnei, ex-Juventus SP, ainda não foi utilizado.

Se o Hoffenheim chegou à liderança da Bundesliga logo em sua temporada de estréia, muito disso se deve a dupla: Carlos Eduardo e Luiz Gustavo, jogadores que participaram também da campanha do acesso do clube. Nesta temporada, o meio-campista Carlos Eduardo participou de 15 jogos, marcou quatro gols e deu quatro assistências. Já Luiz Gustavo, que saiu de forma anônima do país com passagens por pequenos clubes está entre os melhores atletas da atual Bundesliga. Contratado em 2008, Wellington, que assim como Carlos Eduardo veio do Rio Grande do Sul, mas do Internacional, participou de apenas três jogos.

Quem segue em uma campanha regular é Felipe Santana, que trocou sua boa fase no Figueirense pela Alemanha. O zagueiro disputou 6 partidas e marcou surpreendentes 3 gols. Mesmo que ainda não tenha se destacado, já que o Borussia Dortmund possui bons defensores, o jogador deve ter cada vez mais oportunidades, principalmente na próxima temporada, já que clubes mais poderosos já cobiçam alguns de seus companheiros.

Breno deixou o Brasil com status de melhor zagueiro do Brasil e uma das grandes promessas do futebol do país. Foi contratado pelo Bayern de Munique, mas continua esquecido apenas em “processo de adaptação”. Breno disputou apenas uma partida na atual Bundesliga. A concorrência não é das mais fáceis para o ex-São Paulo, mas aos poucos o jogador deve conquistar seu espaço. Afinal, o clube bávaro não costuma gastar tanto dinheiro à toa.

Mas a grande surpresa foi sem qualquer dúvida o zagueiro Pedro Geromel. O até então anônimo zagueiro brasileiro começou no Deportivo Chaves, da segunda divisão portuguesa, apareceu no Vitória de Guimarães, foi assediado pelos grandes clubes do país como Benfica e Sporting, mas ao final escolheu o Colônia após três temporadas em solo lusitano. Geromel, aos 23 anos, foi considerado o segundo melhor zagueiro da Bundesliga na temporada 2008/9.

Se o Campeonato Alemão teve surpresas, também teve decepções. E a maior delas é Thiago Neves. O jogador deixou o Fluminense após realizar uma ótima Libertadores (com direito a três gols na final contra a LDU) para ocupar o vazio no meio campo deixado por Van der Vaart, que havia trocado o Hamburgo pelo Real Madrid, não conseguiu firmar-se na equipe e até foi especulado um retorno ao Brasil. Participou de seis partidas e não marcou gols.

Também no Hamburgo, o zagueiro Alex Silva começou como um dos maiores fiascos da temporada, acumulando derrotas e participações desastrosas na zaga, mesmo em bons momentos do time. Aos poucos, o brasileiro melhorou e quando Martin Jol o escalou como volante, encontrou seu espaço e passou a ser titular. Coisa que o badalado meia brasileiro terá mais alguns meses para buscar.

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Equipe Trivela

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