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Bayern promete mudar política de transferências: menos dinheiro, mais jovens

Ao longo das últimas seis temporadas, o Bayern de Munique gastou mais de €415 milhões em transferências. Terminou de montar o time campeão europeu em 2013, além de manter a hegemonia na Bundesliga – desfalcando outros tantos rivais, é verdade. No entanto, novos rumos são planejados na Baviera. Nesta segunda, o presidente Uli Hoeness indicou uma mudança na política de transferências tomada pelo clube. Por aquilo que o dirigente indicou, os bávaros deverão valorizar mais o médio prazo, ao invés de buscar estrelas. E também oferecerão mais espaço às próprias categorias de base.

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“Estamos novamente ganhando um elemento importante nas categorias de base. É um novo capítulo para o Bayern, tentaremos reduzir as transferências para desenvolver os nossos próprios jogadores”, relatou, em entrevista ao jornal TZ. Dentre os jogadores utilizados nesta temporada, apenas quatro são pratas da casa: Philipp Lahm, Thomas Müller, David Alaba e Fabian Benko.

Hoeness enfatizou que, mesmo diante das perdas significativas na próxima temporada, com as aposentadorias de Lahm e Xabi Alonso, a reposição no elenco tende a ser contornada dentro do clube. Além disso, o Bayern já havia se antecipado com duas oportunidades de negócio firmadas em janeiro, diante do anúncio de Sebastian Rudy e Niklas Süle. “Vocês não devem se esquecer que já fizemos contratações. Süle tem um grande futuro e Rudy pode jogar em diferentes posições. Javi Martínez também pode ser deslocado ao meio de campo”, apontou.

Vale destacar, ainda, que o Bayern investiu em promessas de fora durante os últimos meses, com destaque para Renato Sanches, Kingsley Coman e Joshua Kimmich. Talvez se torne um concorrente mais frequente ao Borussia Dortmund na corrida por alguns dos adolescentes mais talentosos do futebol mundial – com os aurinegros se sobressaindo pelos acertos recentes com Ousmane Dembélé, Julian Weigl, Christian Pulisic, Alexander Isak, Emre Mor e Mikel Merino. Agora, é ver como essa mudança de mentalidade na Baviera pode impactar na competitividade da equipe de Carlo Ancelotti.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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