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Bayern afastou más atuações com massacre histórico no Hamburgo

A “ressaca” da intertemporada do Bayern de Munique durou muito menos do que a goleada sofrida por 4 a 1 para o Wolfsburg sugeria. Após voltar a vencer na rodada passada, os bávaros reencontraram seu melhor futebol neste sábado, impondo ao Hamburgo sua maior derrota na história do Campeonato Alemão: 8 a 0. Um baile repleto de boas notícias para Pep Guardiola, que ganha um enorme empurrão para o início do mata-mata da Champions League, que retorna na próxima semana.

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A limitação do Hamburgo, mesmo vindo de duas vitórias, contribuiu para que o Bayern crescesse na partida, mas o mérito dos bávaros foi tão grande quanto o resultado. Em seus três jogos realizados antes do encontro com os Rothosen, a equipe de Munique teve dificuldades sobretudo no ataque, apresentando pouca incisividade quando tinha a bola no campo dos adversários. Desta vez, com participação imprescindível de Robben, recuperou a contundência de suas melhores atuações sob o comando de Pep Guardiola.

A velocidade e a clássica jogada de cortar para dentro e bater para o gol do holandês foram as armas mais fortes dos bávaros enquanto ainda havia um desafio no jogo, coisa que não durou muito. Foram precisos 21 minutos para que o placar fosse inaugurado, de pênalti, por Müller, mas, a partir daí, o Hamburgo se entregou sem muita resistência. Götze e Robben, com um golaço, completaram, e o time foi para o intervalo com 3 a 0 no marcador. A facilidade daqueles minutos finais de primeira etapa, no entanto, nem se compara com a encontrada após a volta para o segundo tempo. Em questão de 11 minutos, o jogo já estava 6 a 0, com o holandês indo mais uma vez à rede e Müller e Lewandowski aumentando a vantagem. Ribéry, aos 24 minutos, e Götze, aos 43, completaram o baile.

A fluidez ofensiva do Bayern voltou, e ficou bem claro que Robben é peça vital para isso. Após ser substituído por Pizarro, aos 26 do segundo tempo, o Bayern claramente perdeu incisividade no ataque. Nada que diminuísse o valor do resultado. Além disso, as boas notícias transcederam o placar ou o jogo coletivo do time. Recuperado de lesão, Ribéry retornou neste sábado e foi bem. Na defesa, Badstuber, que tem um histórico extenso de problemas físicos e lesões, foi seguro e mostrou capacidade para recuperar seu lugar no time titular após tanto tempo, justamente em um momento irregular de Dante. E Bernat, como em outras oportunidades nesta temporada, reiterou, em campo, a opinião geral de que sua contratação foi incrível e poderá render frutos a curto, médio ou longo prazo.

O Wolfsburg, segundo colocado, está voando nesta temporada. Chegou à sua maior sequência de vitórias na Bundesliga e, em condições normais, seria o campeão. Mas o Bayern joga em um nível completamente diferente de seus adversários. Ainda há muito campeonato, mas dá para afirmar que a diferença de oito pontos entre os dois não será revertida. O título dos bávaros no Alemão nunca esteve ameaçado, mas a goleada deste fim de semana foi importante para o time de Guardiola lembrar de seu tamanho e reforçar-se como um forte concorrente ao título da Liga dos Campeões.

Confira os gols do jogo:

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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