Alemanha

Ascensão esperada

Depois de secar o Schalke 04 na semana passada, chegou a vez desta coluna gorar o Wolfsburg, autor da proeza de derrubar os Azuis Reais em Gelsenkirchen. O motivo? Muito simples: se a Bundesliga tivesse começado em fevereiro, e não em agosto, os Lobos seriam os líderes do campeonato. Desde a pausa de inverno, a equipe alviverde foi a única que conseguiu manter 100% de aproveitamento. Venceu Arminia Bielefeld, Duisburg e Schalke 04, além de ter derrubado os Azuis Reais também na Copa da Alemanha, alguns dias antes do reinicio do campeonato.

Para um clube que trouxe um técnico de ponta, investiu uma fortuna em reforços, e que era muito cobrado pelo mau desempenho no primeiro turno, parece que os frutos começaram a ser colhidos. Da 11ª colocação ao final de 2007, o Wolfsburg, que chegou a fazer apenas três pontos em cinco partidas no começo do campeonato, já está em sétimo, apenas seis pontos atrás de Schalke 04 e Bayer Leverkusen, 5° e 4° respectivamente. Com mais 14 rodadas pela frente, não há motivos para não acreditar que uma vaga européia não entre em cogitação.

O responsável por essa guinada para o topo que deu o time nesse recomeço de temporada? Quem acompanha esta coluna há mais de três anos já está cansado de saber: Felix Magath. O ex-técnico de Bayern de Munique e Stuttgart tem por característica principal o investimento na preparação física. Seus times costumeiramente rendem melhor no segundo turno, geralmente marcando mais gols no segundo tempo. Nos quatro jogos oficiais do time em 2008, três foram decididos a favor dos Lobos com gols na segunda metade da partida. Não é mera coincidência: o time tem voado no momento em que seus adversários começam a se cansar.

Conseguir uma vaga européia já nesta temporada é um sonho que foge do objetivo inicial de um time que foi reformulado em 2007. A ponto de o técnico considerar uma vaga na Copa Uefa um “acidente”. Nos últimos dias, para tentar conter a euforia desse bom reinício de trabalho, Magath tem dito que se conseguir manter a estatística de marcar ao menos um gol por partida até o final do campeonato (algo que nenhum outro clube pode conseguir neste ano – e se o fizer, igualará o recorde do Colônia, em 1963/64), o time estará em bom caminho. O discurso tem sido o mesmo do início de seu trabalho. E se a filosofia não mudou e os resultados apareceram, não há motivos nem para os críticos mais ferrenhos saírem da toca.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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