Após seis meses sem jogar, Robben precisou de apenas sete minutos para balançar as redes

Já se completavam seis meses longe dos gramados. Os problemas físicos, que perseguiram Arjen Robben durante boa parte da carreira, voltaram a assombrá-lo bastante na última temporada. Acumulando três lesões musculares distintas, o holandês não disputou mais do que 22 jogos em 2015/16. O retorno só foi acontecer nesta quarta, pela quarta rodada da Bundesliga. E o camisa 10 mostrou que não se esqueceu de sua marca registrada: precisou de apenas sete minutos em campo para marcar aquele gol clássico, cortando para o meio e batendo de canhota, para fechar a vitória por 3 a 0 sobre o Hertha Berlim, na Allianz Arena. Com a derrota do clube da capital, o Bayern de Munique agora é o único com 100% de aproveitamento neste início de campanha, líder isolado.
Por mais que o Hertha tenha iniciado muitíssimo bem a Bundesliga, o resultado estava claro desde os primeiros minutos. A pressão era intensa e garantiu o primeiro gol aos 16. Franck Ribéry fez um carnaval na defesa adversária e, depois de deixar Pekarík comendo grama, arrematou para as redes. Dominante, o Bayern nem precisava se esforçar tanto para ter o jogo nas mãos. Os berlinenses só finalizaram a primeira vez aos 15 do segundo tempo. Entretanto, os bávaros demoraram ainda mais a ampliar a vantagem. O segundo tento veio aos 23, a partir de uma bobeira da zaga, com Thiago Alcântara roubando a bola do brasileiro Allan para fazer.
Já Robben entrou em campo aos 19 minutos do segundo tempo, no lugar de Thomas Müller, e foi bastante aplaudido pela torcida. Parecia disposto a tirar o atraso e jogar pelo tempo parado. Logo na primeira participação, tentou cavar um pênalti. Incomodava a defesa adversária pela intensa movimentação. Até que a bola sobrou mansa na ponta direita, para fazer a sua especialidade: passou pelo marcador e chutou prensado, para vencer o goleiro Jarstein. O suficiente para fechar a conta na Baviera.
Não se questiona a qualidade de Robben. Seu currículo fala por si. E, aos 32 anos, tem tempo para seguir rendendo ao Bayern. Entretanto, é difícil imaginar o holandês reassumindo o protagonismo com a constância de outros tempos. Neste momento, ele surge como uma peça a mais para Carlo Ancelotti. Mas que, desde já, se mostra bastante útil.



