Alemanha

Apesar de polêmica, federação alemã não pune Dejagah

O atacante Ashkan Dejagah, que causou polêmica ao se recusar a viajar para um jogo da seleção alemã sub-21 contra Israel, não sofrerá qualquer tipo de punição. O jogador, nascido no Irã, continuará à disposição da equipe para os próximos compromissos. A decisão foi tomada após uma reunião entre Dejagah e o presidente da federação alemã (DFB), Theo Zwanziger.

A recusa de Dejagah tem explicação: desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã não reconhece o direito de Israel de existir como país, e impede seus cidadãos de viajarem para lá. O tablóide sensacionalista Bild chegou a atribuir ao jogador do Wolfsburg uma declaração em que confirmava o motivo político. No entanto, ele se defendeu argumentando que temia represálias aos familiares.

“Ashkan Dejagah nos garantiu que, por causa de suas origens iranianas, ele estava exclusivamente preocupado com o bem-estar de sua família”, diz o comunicado assinado por Zwanziger. “Ele deixou claro que não havia razões racistas ou anti-semitas”.

A decisão do jogador, que tem dupla nacionalidade, recebeu severas críticas de organizações judaicas, que pediram a exclusão definitiva de Dejagah das seleções alemães. O governo também se manifestou, com o ministério do Interior se posicionando contra a influência da política no esporte.

Dejagah se desculpou pela entrevista ao Bild, mas disse ter sido “mal compreendido” e prometeu enfrentar Israel em setembro do ano que vem, na Alemanha, quando as equipes se reencontram pela fase eliminatória do Europeu sub-21 de 2009.

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