Amigos, amigos, negócios…

Desgraça pouca é bobagem. Provavelmente algo assim deve estar passando pela cabeça de Markus Babbel, técnico do Stuttgart, ao pensar na rodada do próximo final de semana. Na décima quarta posição da tabela, com apenas duas vitórias, a equipe terá pela frente o Bayern de Munique na próxima rodada e uma derrota deverá custar o emprego do treinador.
A campanha vai contra o que era esperado. Ao substituir Armin Veh interinamente na última temporada, garantiu uma boa seqüência de vitórias, permaneceu no cargo mesmo ainda inexperiente e acabou levando um time até então desacreditado até uma vaga na Liga dos Campeões.
Depois da derrota para o Sevilla por 3 a 1, na semana passada, a crise aumentou com a derrota e a eliminação da Copa da Alemanha pelo Greuther Fürth, equipe que faz um modesta campanha na segunda divisão. Uma reunião da diretoria foi realizada e decidiu manter babbel ao menos até o confronto contra o Bayer de Munique.
Além de Babbel, o decepcionante Alexander Hleb também é apontado como motivo para o baixo rendimento do time. O (caro) jogador bielorusso terá até que pagar multa depois de criar confusão com o médico do exame antidopping na derrota contra o Grether Furth.
Injusto, afinal, o Stuttgart perdeu Mario Gómez, sua principal referencia dentro de campo, não acertou na contratação de reforços e alguns jogadores que brilharam na reta final da ultima temporada como Tasci e Khedira ainda não deslancharam. Já o experiente goleiro Lehmann atribui a fase a juventude do time.
Vizinhos, o gerente de futebol Host Heldt e Markus Babbel, que jogaram juntos no Stuttgart no final de suas carreiras, estão vivendo um dilema: muitos acreditam que a permanência até a décima primeira rodada do treinador deve-se a grande amizade dos dois. O gerente se defende dizendo que acredita que a demissão do treinador só desestabilizaria mais o grupo, mas uma derrota contra o Bayern no próximo final de semana pode deixar o time na zona de rebaixamento.
A demissão de Babbel parece ser questão de tempo, como o assunto é futebol, melhor lidar com a crise na amizade, do que com a do time. E talvez o final de semana de Babbel e Heldt os levem a pensar em outro ditado: “amigos amigos, negócios a parte”.
Schalke tem salvação
Se dentro de campo a temporada começou como uma das mais promissoras com o bom desempenho do grupo sob o comando de Felix Magath, fora de campo o Schalke terá que conviver com momentos turbulentos.
Uma auditoria estima que as dívidas do Schalke 04 podem girar em torno de 280 milhões de Euros, o que gerou a ameaça de que a Liga Alemã de Futebol (DFL) poderia reavaliar a permanência do clube na Bundesliga.
Muito se comentou, até mesmo que o Schalke teria que vender vários jogadores para quitar parte das dívidas. Porém, um acordo está praticamente fechado com a da companhia da energia de Gelsenkirchener, a GEW, onde o Schalke cederia parte da Schalker Arena pode ser a solução.
“Estamos numa situação em que podemos ter de vender tudo o que possuímos, como partes do nosso estádio”, explicou o técnico Felix Magath.



