Alemanha

Alerta Eurocopa

Parece ter virado um consenso: a Alemanha é ‘a’ grande favorita à conquista da Eurocopa este ano, na Áustria e na Suíça. Os argumentos – todos corretos – dão conta de que o Nationalelf foi um dos que menos mudou desde a disputa da última Copa do Mundo, em que, inclusive, foi muito bem. Se o técnico saiu, seu auxiliar, Joachim Löw, foi efetivado e a filosofia de trabalho se manteve. E, graças ao trabalho de Jürgen Klinsmann e de Rudi Völler, seu antecessor, há jogadores jovens com experiência o suficiente para segurarem a onda de jogar pela seleção, algo quase inimaginável dez anos atrás, quando se aproximava do fim a era Matthäus.

Pelo que se viu no jogo contra a Áustria, anfitrião da Euro e cabeça de chave do grupo dos alemães, nesta quarta-feira, apesar da vitória por 3 a 0, não são poucos os problemas que precisarão de solução até o começo de junho.

O primeiro deles diz respeito ao camisa 1. Löw já confirmou que Lehmann, Hildebrand e Enke serão seus goleiros. Se conseguiu evitar a pressão gerada na última Copa do Mundo, quando houve um incidente nacional para se discutir quem, entre Lehmann e Kahn, deveria ser o titular. Desta vez, porém, o tiro parece ter saído pela culatra. Afinal, o preferido do treinador jogou não mais do que cinco partidas oficiais na temporada pelo Arsenal, onde perdeu o lugar para Almúnia. Muito se especulou sobre sua volta à Bundesliga, com o intuito de ganhar ritmo de jogo, o que não aconteceu. Contra os austríacos, Lehmann foi exigido e mostrou tudo aquilo que se esperava de um goleiro em sua situação: um péssimo rendimento. Saiu mal nas bolas, seus reflexos estavam aquém daquilo que se conhece dele. Um desastre, enfim.

Entre os titulares que começaram a partida no Ernst-Happel-Stadion, além de Lehmann, outros dois jogadores estavam completamente fora de ritmo. O mais notável foi Schweinsteiger, cada vez mais reserva do Bayern de Munique. Além dele, Michael Ballack, que fez sua primeira partida pela seleção em quase um ano, depois de completada a recuperação de sua contusão. O camisa 13, aliás, deu a impressão, durante o jogo, de ser um outro jogador que não o capitão do time tamanha era sua falta de entrosamento com os demais.

Como Ballack e Schweinsteiger, há uma lista ainda maior de jogadores que foram peças importantes no Mundial que estão completamente fora de ritmo. Caso de Christoph Metzelder, reserva no Real Madrid, e Lukas Podolski, terceira, às vezes quarta, opção para o ataque do Bayern. Mais próximo do caso de Ballack está Torsten Frings, praticamente dono do meio-de-campo do Werder Bremen e da seleção, brigando contra contusões há quase um ano.

Em outras palavras: seis jogadores importantes na última Copa do Mundo estão sem condições ideais de jogo. A situação exige alguma atenção por parte da comissão técnica. Tempos atrás, seria o caso de prever um fracasso em solo austríaco e suíço. Talvez, ligar o sinal vermelho. Desta vez, entretanto, as alternativas inspiram confiança. Portanto, é só o sinal amarelo que está ligado.

Desce!

“Preciso encontrar uma boa solução, uma mistura, o mais rápido possível”. Foi com essa declaração que Lucien Favre, técnico do Hertha Berlim, iniciou sua coletiva após a derrota por 3 a 0 para o Eintracht Frankfurt, em pleno estádio Olímpico. Pouco depois, alguns de seus jogadores descreveram o resultado como uma “tragédia” ou “um reinício catastrófico de temporada”.

Não é novidade que o time caminha a paços largos para o fundo do poço. A ponto de o próprio Favre tornar público que tinha se arrependido de trocar o FC Zurique pelo time alemão.

O Hertha investiu bastante na pausa de inverno, aumentando para 13 as novas caras e 16 os que foram embora. É muita gente que entra e sai. E o resultado da primeira partida do returno mostra que, de fato, Favre terá muito trabalho para fazer se não quiser sentir o gosto de jogar a segundona no ano que vem.

Um minuto,…
…um gol. Eis o aproveitamento de Zé Roberto com a camisa do Schalke 04. O ex-botafoguense entrou no finalzinho da partida contra o Stuttgart, quando a partida já estava definida com placar de 3 a 1 para os Azuis, e fez o quarto em bela jogada. Para os que gostam de estatísticas, se ele parasse de jogar hoje, teria melhor retrospecto que Gerd Müller.

Dois gols…
…de Diego Klimowicz salvaram o Borussia Dortmund contra o lanterna Duisburg. Os Zebras abriram 2 a 0 no primeiro tempo, sofreram um no segundo, mas logo marcaram o terceiro. Aí, entrou em ação o argentino.

A três pontos…
…de distância para o líder, ficou o Werder Bremen após a surpreendente derrota por 2 a 1 do clube alviverde para o Bochum. Agora, resta ao time de Diego conseguir superar o Bayern no confronto direto, no próximo fim de semana. Se não, adeus título.

De novo, por quatro…
…gols, perdeu o Stuttgart. Os Schwaben já haviam sofrido quatro gols para o Werder Bremen e para o Hamburg, dois dos times mais fortes do país. Prova crassa de que resta ao VfB brigar por, quem sabe, uma vaga na Copa Uefa.

Seleção da rodada*
Lastuvka (Bochum); Rukavina (Borussia Dortmund), Madlung (Wolfsburg), Westermann (Schalke 04); Fink (Eintracht Frankfurt), Rolfes (Bayer Leverkusen), Rakitic (Schalke 04) e Marcelinho (Wolfsburg); Fenin (Eintracht Frankfurt), Amanatidis (Eintracht Frankfurt), Klimowicz (Borussia Dortmund)

Destaque da rodada*
Outro estreante do fim de semana, o tcheco Martin Fenin fez chover em Berlim, justificando os € 3,5 milhões que o Frankfurt investiu em sua contratação. Fez os três gols na vitória por 3 a 0 sobre o Hertha. Fez um de direita, outro de canhota e o último de cabeça.

*de acordo com a revista alemã kicker, com a qual esta coluna colabora

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Equipe Trivela

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