Alemanha

Alemanha mágica

Promover a renovação de uma seleção, essencialmente quando se traz uma bagagem vitoriosa – ou além das expectativas, como aconteceu em 2006 – de uma Copa do Mundo é algo tão aguardado como polêmico. Porém, na Alemanha de Joachim Löw, este processo vem sendo bem conduzido.

O amistoso, contra um adversário frágil, principalmente em seu setor ofensivo, foi a boa oportunidade para experimentar uma nova formação de meio campo. No centro dos clamores populares por uma convocação, Mesut Özil ganhou pela primeira vez a vaga de titular e depois do que mostrou em campo, daqueles que chegam e dificilmente deixam a posição.

Rápido, criativo e bom na finalização, essas não são as qualidades definitivas para garantir sua continuidade na Nationalelf e a ida à Africa do Sul. No amistoso contra a seleção da casa, Özil deu leveza a um setor antes burocrático do time e para alguns jogadores “intocáveis” como Ballack e Klose, novas perspectivas de atuação.

Foi assim no ultimo sábado contra a Africa do Sul. Entre titulares que começaram a partida, um meio campo formado por Ballack, Rolfes, Schweinsteiger e Özil. Mas a presença do jogador do Werder Bremen fez com que em muitos momentos existisse um verdadeiro trio ofensivo- inicialmente formado com Marin e Gomez.

Sem desperdiçar o talento de Ballack, atuando mais recuado, praticamente como um volante, ele serviu e foi servido como no primeiro gol da equipe, resultado de uma jogada trabalhada entre o capitão da Nationalelf, Özil e Mario Gomez. Próximo de completar 34 anos, posicionar-se de forma mais consciente e que exija menos fisicamente, pode ser a melhor alternativa para que Michael Ballack faça uma boa (possível) despedida das Copas do Mundo e do futebol.

Mais do que uma classificação sem maiores problemas, a repercussão da imprensa no país já vislumbra a seleção alemã não só como uma equipe dedicada taticamente, mas um time com características ofensivas capaz de envolver os adversários. Até mesmo comparações com o Barcelona, último campeão europeu foram bem vindas pelos torcedores mais empolgados: “Özil é o toque espanhol para o time”. Caberá a Low conseguir a fórmula do futebol mágico, até 2010.

Contra o Azerbaijão

Uma vitória e a classificação para a Copa do Mundo. Na próxima quarta-feira, contra o Azerbaijão, em Hannover. Elas devem chegar sem maiores dificuldades, apesar do respeito ao comandante adversário. No banco de reservas do Azerbaijão está Berti Vogst, campeão mundial em 1974, e presente em cinco Copas do Mundo, 1970, 1974 e 1978, como jogador e 1994 e 1998, como técnico. No comando da seleção alemã também venceu a Eurocopa em 1996.

Apesar do papel importante no desenvolvimento do futebol no Azerbaijão, o trabalho de Vogst pode estar chegando ao fim. Apesar de ainda ter um contrato até o próximo ano, as especulações de transferência do treinador para um centro futebolístico mais tradicional, e até mesmo sua volta à seleção da Escócia, existem.

Na seleção alemã, a principal mudança acontece no banco de reservas, Robert Enke, com uma infecção, dá lugar a René Adler. Mudança por situação, já que Low vem reafirmando que Enke é o goleiro titular da seleção. Taticamente a expectativa é que o treinador mantenha a formação ofensiva- um 4-4-2 que torna-se um 4-3-3 com a aproximação de Mesut Özil ao ataque. 

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Equipe Trivela

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