Alemanha: favorita na Euro, sim

Falta muito pouco e agora, discussões envolvendo a falta de ritmo de alguns, insegurança de outros e ou mesmo falta de entrosamento, já não são tão relevantes. A seleção alemã tem, sem dúvida, ao lado de Itália, a responsabilidade da conquista da Eurocopa-08.
Alguns dos problemas que preocupam a Nationalelf já foram discutidos neste espaço, dificuldades visíveis durante o último amistoso, realizado contra a Sérvia, como o ar de insegurança do setor defensivo transmitido pelo estado físico de Christoph Metzelder, que passou por uma cirurgia no pé esquerdo e pouco jogou pelo Real Madrid. Ou mesmo a falta de entrosamento do zagueiro com seu companheiro Per Mertesacker e a procura contínua por um substituto para Bernd Schneider.
Sim, problemas e falhas estão aí e devem ser discutidos, mas as vezes se tornar maiores do que realmente são. Como por exemplo, no caso de Jens Lehmann, que faz parte do elenco há dez anos e que no maior número de partidas que atuou no gol alemão não decepcionou. Mesmo Metzelder já provou durante as Copas de 2002 e 2006, que pode sim, superar-se.
Uma seleção que chegou ao terceiro lugar na última Copa do Mundo e que garantiu a classificação para o torneio com certa facilidade talvez não possa ser tão questionada. Além de aspectos extra-campo como tradição e o apoio da torcida que se sentirá “em casa” durante a competição, o grupo alemão conta com algo que faz a diferença em momentos importantes, um jogador com o poder de decisão de Michael Ballack.
O capitão chegou a provocar dúvidas pelo tempo de ausência entre os titulares do Chelsea, mas já provou e comprovou que é peça chave na motivação do time e, ao mesmo tempo, garantia de gols. Até mesmo o veterano Neuville, no último amistoso, deixou a impressão de que, em caso de necessidade, ainda tem condições de entrar e “salvar a pátria”.
De qualquer forma, sabe-se que a sensação de favoritismo é algo positivo caso não se perca a noção da realidade. E para não tropeçar, Joachim Löw tem às mãos exemplos bem recentes, como 2000 e 2004, de fracassos na competição européia.
Dança dos treinadores na Bundesliga
Troca de treinadores em clubes importantes pouco tempo depois do final da temporada. Isso não aconteceu no Campeonato Brasileiro e sim, na Bundesliga.
O Bayer Leverkussen, não conseguir classificação para nenhuma competição internacional e não hesitou em se desfazer de Michael Skibbe. O substituto: Bruno Labbadia, que estava no comando do Greuther Fuerth, e levou o clube ao sétimo lugar da 2. Bundesliga.
Labbadia chega ao comando do Leverkussen com uma extensa experiência como jogador e a fama de transformar elencos em verdadeiras “famílias”. Mas o que a torcida quer mesmo é ver o clube entrar na briga pelo título, na próxima temporada.
Ao final do campeonato, a sensação do Hamburgo nem era a de decepção, mas Huub Stevens decidiu voltar à Holanda e assumir o PSV Eindhoven. A rápida solução encontrada foi a contratação do também holandês, Martin Jol.
Possivelmente Jol terá trabalho, se alguns jogadores como o capitão Van der Vaart resolverem mesmo deixar Hamburgo.
Insatisfeitos com Thomas Doll e com a apatia da equipe durante a temporada, os torcedores do Borússia comemoraram a contratação de Jürgen Klopp, treinador que por pouco não levou o pequeno Mainz 05 à disputa da Bundesliga.
Klopp terá a complicada missão de lidar com a muitas vezes turbulenta direção do time de Dortmund e, além disso, montar um time competitivo para a disputa da Copa da Uefa.
Bom para os dois
Mesmo voltado para a disputa da Eurocopa, Jens Lehmann desistiu da aposentadoria e decidiu voltar à Alemanha. O goleiro de 38 anos deixou o Arsenal, time onde atuou por cinco anos, já que seu contrato não foi renovado e assumirá a meta do Stuttgart.
O técnico Armin Veh aprovou a contratação e afirmou que não poderia acontecer algo melhor.
Bom para Jens Lehmann que terá de volta a chance de jogar e de, possivelmente encerrar a carreira em um clube de seu país. Bom para o Stuttgart que deve enfim resolver seus problemas no gol, desde a saída de Timo Hildebrand para o Valência.



