Torcida tem direito de reclamar de Götze. Mas passou dos limites
A torcida do Borussia Dortmund tem todo o direito de se revoltar com a transferência de Mario Götze ao Bayern Munique. Destaque do clube nas últimas três temporadas, o camisa 10 era o nome para conduzir os aurinegros às glórias por um bom tempo. Acabou vendido aos bávaros por “módicos” €37 milhões de euros, em um negócio que combina a inaptidão financeira do Dortmund em manter seu craque e a falta de compromisso do meia.
No entanto, é diferente sentir e agir. E a atitude da torcida do Dortmund tem sido péssima em relação a Götze. Os protestos e os gritos de “traidor” nas arquibancadas são compreensíveis, embora a boa atuação do meia contra o Real Madrid não tenha dado justificativa alguma para tanto. O problema é que as manifestações dos aurinegros já passaram dos limites.
A casa da família de Götze foi vandalizada por ultras do Dortmund, que picharam ofensas contra o jogador nos muros. Para piorar, o irmão mais novo do jogador foi forçado a sair da escola por virar motivo de chacota dos colegas. Atitudes isoladas, mas que não deveriam acontecer. E são passíveis de punição – inclusive aos colegas do garoto, dentro do ambiente escolar.
Apesar da desconfiança, Götze não deixou de lado seu empenho buscar as vitórias pelo Dortmund. Situação mais incômoda deve viver no dia 4 de maio, quando seu clube atual recebe o Bayern na Signal Iduna Park, pela Bundesliga. E no dia 25 de maio, diante da possível final alemã na Liga dos Campeões. Protestar contra o jogador nas arquibancadas não será proibido. O problema é ultrapassar os limites e agredir até mesmo quem não tem nada a ver com a história.



