Alemanha

A história do primeiro título mundial do Bayern: quando o esquadrão de Beckenbauer derrotou o Cruzeiro

O Bayern de Munique tentará nesta quinta-feira seu quarto título no Mundial de Clubes, considerando as diferentes versões do torneio. Os bávaros faturaram a antiga Copa Toyota em cima do Boca Juniors em 2001 e a nova competição da Fifa em 2013, diante do Raja Casablanca. Ainda assim, a história mais marcante aconteceu em 1976, na Copa Intercontinental. Foi a única vez que o timaço tricampeão europeu aceitou disputar o certame, após duas recusas nos anos anteriores. Seria o Cruzeiro a vítima, em duelos marcados pela neve em Munique e pelas arquibancadas abarrotadas no Mineirão. E aquele troféu serviria também como uma espécie de adeus vitorioso à geração brilhante encabeçada por Franz Beckenbauer e Gerd Müller. O triunfo sobre os celestes guardou os momentos finais de glória àquele esquadrão.

Até encarar o Cruzeiro, o Bayern se recusou a medir forças com o Independiente nos dois anos anteriores em que levou a Copa dos Campeões. As dificuldades para encaixar as viagens no calendário era uma questão. Mas havia outro motivo: “a violência argentina na competição intercontinental”, em fama nutrida pelas manchetes ao redor do Estudiantes no fim dos anos 1960. Antes do Bayern, o Ajax havia se ausentado em duas edições do torneio no início da década de 1970. Já em 1974, o Atlético de Madrid até representou a Europa no lugar dos alemães, levando o título em cima do Independiente. Em 1975, porém, pela primeira vez, a competição sequer seria organizada.

Beckenbauer puxa a fila em Munique (Foto: Fred Joch / Imago / One Football)

O Bayern mudou de ideia em 1976. E o título brasileiro na Libertadores levou os bávaros a aceitarem o convite, como explicitou o técnico Dettmar Cramer, em entrevista à revista Placar: “Bem, nunca disputamos o torneio. Mas como desta vez se trata de brasileiros e não de argentinos, resolvemos ir. Sempre gostamos de jogar contra brasileiros, todos nós: eu, o Beckenbauer, até os suplentes. Admiro o futebol brasileiro, conheço o Fluminense, gostaria de trabalhar no Brasil”. O Cruzeiro, afinal, interrompia os 13 anos de seca do Brasil na Libertadores e gerava expectativas para tentar repetir o feito restrito ao Santos de Pelé.

Na época, discutia-se que a escolha do Bayern em disputar o Mundial serviria para recobrar um pouco de seu prestígio. Os bávaros atravessavam um momento de maior questionamento, após um tricampeonato difícil na Champions, em final apertada contra o Saint-Étienne em 1976. A equipe também vinha de campanhas mornas na Bundesliga, com o domínio do Borussia Mönchengladbach, e havia perdido as duas edições anteriores da Supercopa Europeia que disputou. Existia uma impressão de que o envelhecimento limitava a força dos alemães, mesmo com o surgimento de Karl-Heinz Rummenigge ao ataque.

Rummenigge era um dos destaques (Foto: Imago / One Football)

O próprio início da temporada 1976/77 deixava interrogações sobre o Bayern. Os resultados se alternavam muito e os bávaros não conseguiam acompanhar o ritmo do Gladbach, futuro tricampeão da Bundesliga. A equipe que enfiava 9 a 0 no Tennis Borussia Berlim e 6 a 2 no Hamburgo, em contrapartida, havia tomado um 5 a 2 do Duisburg e um 7 a 0 do Schalke 04. Encarar um adversário brasileiro, diante da fama sustentada após o tricampeonato mundial, poderia recobrar o moral da força hegemônica da Europa. Ainda mais quando o Cruzeiro trazia nomes da Seleção, como Jairzinho, Piazza, Dirceu Lopes e Nelinho. Um passo anterior na retomada do Bayern veio três semanas antes do Mundial, em compromisso pela Champions, com os 5 a 0 sobre o Banik Ostrava que colocam os alvirrubros nas quartas de final.

Dettmar Cramer dizia não conhecer tão bem o Cruzeiro ou mesmo o técnico Zezé Moreira. Chegava a afirmar que a repercussão da Raposa era inferior à do Santos de Pelé e à do Fluminense de Rivellino. Mesmo assim, prometia uma ampla preparação ao confronto: “Com 14 dias de antecedência, cada jogador meu já sabe contra quem iria jogar e como. Em pensamento, cada jogador já tinha abrangido e combatido seu adversário direto. Física e organicamente todos tinham condições ideais. Então, as decisões no jogo são tomadas pelos próprios jogadores. O Beckenbauer precisa ter uma ideia clara de como o adversário joga, pois só assim pode dar ordens aos companheiros”.

Gerd Müller encara a neve no Estádio Olímpico (Foto: Imago / One Football)

O Cruzeiro também não viria tão embalado para o Mundial. A equipe conquistou o Campeonato Mineiro (de 1975) em fevereiro de 1976 e celebrou a Libertadores em julho, com a histórica vitória sobre o River Plate em Santiago. Porém, não manteria o embalo no Brasileirão e faria uma campanha modesta. Os celestes se despediram do torneio na segunda fase, sem se colocar entre os 18 melhores na etapa seguinte da competição. Além disso, nas semanas anteriores à viagem para a Alemanha, Zezé Moreira precisava gerir alguns problemas físicos e de lesão entre seus principais jogadores.

Zezé Moreira seguiu um pouco antes a Munique, a fim de observar a última partida do Bayern pela Bundesliga antes do primeiro encontro no Mundial. Os bávaros golearam o Rot-Weiss Essen por 4 a 1 – gols de Gerd Müller (duas vezes), Franz Beckenbauer e Uli Hoeness. O treinador não vinha tão prestigiado assim no clube, aliás. Depois da eliminação no Brasileiro, disse que “o campeonato não valia nada, porque a vaga na Libertadores de 1977 estava garantida”. Tal afirmação desagradou dirigentes, embora o presidente Felício Brandi tenha ficado ao lado do comandante.

Uli Hoeness conduz a bola (Foto: Imago / One Football)

O restante da delegação do Cruzeiro embarcou quatro dias antes do encontro, sem se preocupar com a aclimatação. Pablo Forlán era uma ausência de peso na equipe, após ser trazido do Peñarol. Já a novidade ficava para a inclusão de Piazza no elenco, com a recuperação do veterano após lesão recente. Depois de uma viagem de 20 horas, a Raposa realizou o reconhecimento do Estádio Olímpico de Munique na véspera. O desafio era o frio intenso, com temperatura negativa e o campo coberto de neve. “Sabemos que o Bayern é uma grande equipe, base da seleção alemã campeã do mundo, mas também temos um time experiente e de alta categoria. Será um bom jogo, mas o frio nos assusta”, diria Jairzinho, ao Jornal dos Sports.

Havia a expectativa de que Zezé Moreira pudesse escalar Dirceu Lopes, voltando ao Cruzeiro após mais de um ano lesionado, mas o treinador preferiu não arriscar no gramado pesado em Munique. Seguia a equipe com Raul, Nelinho, Piazza, Zé Carlos, Jairzinho, Palhinha e Joãozinho como principais destaques. O Bayern, por sua vez, também contou com a formação praticamente completa, exceção feita ao meio-campista Franz Roth. Os principais nomes estiveram em campo: Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck, Uli Hoeness, Karl-Heinz Rummenigge e Gerd Müller.

Piazza e Beckenbauer se cumprimentam

Antes do jogo, os jornais anunciavam a presença de 40 mil torcedores, mas o frio intenso e a neve dificultaram o deslocamento dos alemães ao Estádio Olímpico. Cerca de 30 pessoas precisaram trabalhar para tirar o gelo das arquibancadas. Assim, segundo relato da Placar, apenas 18 mil estiveram presentes nas tribunas. Outro detalhe é que o duelo não teve transmissão ao vivo pela televisão, já que ninguém chegou ao valor pedido pelo Bayern para comprar os direitos. Não viram a vitória por 2 a 0 dos anfitriões, construída nos minutos finais do segundo tempo. A neve, de qualquer maneira, seria protagonista naquele 23 de novembro.

O Cruzeiro conseguiu manter o equilíbrio durante o primeiro tempo e explorou os pontos fracos do Bayern, mesmo que os alemães tenham ficado mais com a bola e atacado mais. Raul precisou fazer grande defesa em falta cobrada por Beckenbauer logo no começo e o zagueiro Osíres também era bastante exigido do lado celeste. Ainda assim, os mineiros tiveram suas chances para abrir o placar, especialmente numa cobrança de falta de Palhinha, que bateu no travessão. Apesar das condições adversas, os brasileiros ainda pareciam capazes de sair com a vitória.

Beckenbauer comemora o gol em Munique (Foto: Imago / One Football)

No segundo tempo, porém, o Bayern voltou mais disposto a atacar. Pressionou e contou com as subidas constantes de Beckenbauer à frente. Gerd Müller teve um gol anulado aos 11 minutos. O Cruzeiro levou algum perigo à meta de Maier, mas as ações se concentrariam do outro lado. Aos 34, Müller abriu o placar. Depois do cruzamento, Moraes escorregou e o artilheiro não perdoou, batendo por baixo de Raul. Com a Raposa atordoada, o segundo veio logo aos 37. A jogada nasceu a partir de uma arrancada de Beckenbauer. Rummenigge recebeu na esquerda, fez fila e tocou para o meio. Müller deu o corta-luz e, na entrada da área, Jupp Kapellmann bateu no canto de Raul.

Apesar do resultado, havia um otimismo ao redor do Cruzeiro. Como escreveria João Saldanha, em sua coluna no Jornal do Brasil: “Bom negócio o resultado de 2 a 0 do jogo do ‘Belo Horizonte’, como foi chamado o Cruzeiro em Munique, contra o time do Bayern. Não temos nenhuma experiência de jogos em neve, simplesmente porque não jogamos futebol de primeira divisão em São Joaquim, único lugar no Brasil que neva com certa regularidade. O Cruzeiro jogou se defendendo e fez muito bem. O Bayern perdeu ocasiões, mas o principal fator foi o campo muito branco, onde a bola às vezes desaparecia até mesmo para os jogadores do time local. Ninguém está acostumado a jogar futebol nessas condições. Mesmo o Bayern, garanto, prefere jogar em campo limpo onde, por sinal, conseguiu o cartaz de primeiro time da Europa. Mesmo assim, o Belo Horizonte, como o placar insistiu em anunciar, fez boa partida”.

“Sem dúvida, o Bayern foi melhor e, claro, prejudicado nas jogadas de precisão, nas jogadas de área, onde muitas vezes perdeu para a excelente atuação da defesa do Cruzeiro, mas também para as péssimas condições do Estádio Olímpico. Logo, lógico, somos obrigados a lamentar a parte final do jogo, quando o Cruzeiro tomou o gol. Ali, já parecia ser possível um empate, embora o Bayern fosse o grande dominador. Isso, menos pelo mérito do Cruzeiro de que pelas condições do campo. E o Bayern, como esteve mais vezes dentro da área do Cruzeiro, perdeu mais chances”, concluía o colunista.

Outro destaque era a maneira como a partida se deu, longe da violência em edições anteriores do Mundial. “Raramente apitei uma partida tão correta e leal”, afirmou o árbitro da noite, o argentino Luiz Pestarino. Não foi mostrado um cartão amarelo sequer durante os 90 minutos. O sinal maior da cordialidade havia acontecido já na véspera do jogo: Sepp Maier enviou um par de luvas ao hotel do Cruzeiro, para que Raul as utilizasse e lidasse melhor com a neve. Também enviou informações de como usar.

Gerd Müller estufa as redes de Raul (Foto: Imago / One Football)

Nas entrevistas posteriores, Zezé Moreira se queixou da maneira como a neve atrapalhou o jogo do Cruzeiro. Beckenbauer discordava, afirmando que os mineiros ficaram mais contidos na defesa, então o Bayern acabou mais atrapalhado por não conseguir manejar tão bem a posse de bola. Apesar disso, imperava um respeito. Sepp Maier afirmou que os celestes tinham “300% de chances” de vencer o reencontro no Mineirão, marcado para um mês depois – quando a Bundesliga já tivesse iniciado sua pausa de inverno em dezembro. Gerd Müller elogiou a defesa cruzeirense, num sistema por zona ao qual não estava acostumado, sem líbero, e disse que “nunca tinha encarado uma marcação tão segura na Bundesliga”. Já o técnico Dettmar Cramer avaliava: “Os brasileiros, tecnicamente, são superiores. Demonstraram isso aqui, debaixo de neve. Mas podemos jogar em igualdade de condições, se explorarmos mais a nossa velocidade”.

O Bayern não fez uma boa sequência de jogos em dezembro. A equipe chegou a passar três compromissos sem vencer na Bundesliga, perdendo inclusive o confronto direto com o Gladbach, que permitiu aos Potros abrirem vantagem na liderança. Quatro dias antes da segunda partida contra o Cruzeiro, a equipe ainda precisou entrar em campo pela Copa da Alemanha. Pegou o modesto Unterboihingen, da terceira divisão, e goleou por 10 a 1. Gerd Müller marcou cinco tentos. Já o Cruzeiro, sem calendário, precisou manter a forma com amistosos. Jairzinho chegou a se contundir no intervalo, mas se recuperou a tempo.

Jupp Kapellmann fez o segundo gol (Foto: Imago / One Football)

A chegada do Bayern ao Brasil aconteceu apenas na véspera da partida, em 20 de dezembro. A decolagem na conexão em Paris atrasou, por conta das condições climáticas no aeroporto. A equipe desembarcou no Rio de Janeiro, antes de seguir a Belo Horizonte. E os cuidados prevaleciam, como indicava Dettmar Cramer, ao Jornal dos Sports: “O Cruzeiro jogou em Munique também em condições desfavoráveis e mesmo assim portou-se muito bem, demonstrando sua categoria. Se o Cruzeiro jogou bem sobre neve, temos que fazer o mesmo sob o calor forte que faz no Brasil nesta época do ano. Uma equipe que chega ao título da Libertadores e possui jogadores da categoria de Jair, Piazza, Palhinha e Dirceu Lopes tem que ser vista como um grande adversário”.

Beckenbauer ainda pontuava: “O Cruzeiro possui jogadores novos, quase desconhecidos do torcedor europeu, mas todos demonstram que realmente no futebol brasileiro grandes jogadores brotam com facilidade. Joãozinho, Eduardo e Palhinha são uma clara demonstração disso. Acho que será um jogo duríssimo, especialmente porque agora nós é que vamos enfrentar condições adversas”. O Kaiser era dúvida para a partida, com problemas físicos desde antes da viagem ao Brasil.

Beckenbauer organiza o jogo do Bayern (Foto: Imago/Fred Joch/One Football)

Até existia o rumor de que o Cruzeiro poderia marcar o reencontro para uma tarde de terça-feira, na tentativa de fazer o Bayern sofrer com o sol e o calor do verão brasileiro. No entanto, o duelo aconteceria mesmo à noite – com transmissão para todo o país e expectativas de arquibancadas cheias, mesmo com o ingresso a preços mais salgados para a época. Mesmo assim, o Mineirão se viu abarrotado com 113 mil espectadores – e muita gente do lado de fora, sem sequer entrar no estádio. A bilheteria resultou em renda recorde, que ficaria toda com os cruzeirenses.

Por ter chegado na véspera, o Bayern gerava desconfianças. Não conseguiu se adaptar ao clima ou ao fuso horário, nem mesmo descansar direito. Até comentou-se a possibilidade de remarcar o jogo para o dia seguinte, por conta do atraso na decolagem dos alemães, o que acabou rechaçado. Mas o Cruzeiro também encararia seus problemas internos. Antes da partida, houve uma disputa nos bastidores entre jogadores e dirigentes, por conta do bicho a ser pago. Mesmo empurrados pela massa, os celestes não conseguiram cumprir sua missão no Mineirão. Sepp Maier fechou o gol, mas os alemães até mereciam mais que o empate por 0 a 0, que selou a conquista do Mundial.

Os times perfilados no Mineirão (Foto: Imago / One Football)

Naquele segundo jogo, o Cruzeiro tinha como grande novidade a presença de Dirceu Lopes na armação. Mesmo sob dúvidas por suas condições físicas, Jairzinho e Palhinhas foram para o jogo. Enquanto isso, o Bayern mantinha sua espinha dorsal, inclusive com Beckenbauer. Apesar da desgastante viagem, os bávaros apresentaram mais velocidade e conseguiram conter bem o ataque cruzeirense, pouco efetivo naquela noite. Além disso, Maier segurou as pontas quando necessário. Durante o início de jogo, os alemães complicaram as intenções da Raposa ao marcarem por pressão no campo todo. O time da casa só melhorou quando Piazza precisou sair, lesionado, com Eduardo dando mais ofensividade. Na melhor chance, porém, Jairzinho cabeceou para milagre de Maier.

No segundo tempo, Forlán entrou pelo Cruzeiro e Nelinho foi adiantado para o meio-campo, no lugar de Dirceu Lopes. Ainda assim, não era o abafa que se imaginava dos celestes, precisando de dois gols. Quando o time de Zezé Moreira teve seus lampejos, Maier realizou outras duas grandes defesas. O Bayern, de qualquer maneira, fez grande segundo tempo. Os bávaros se mostraram mais objetivos e também deram trabalho a Raul, que evitou uma derrota no final. Os últimos 15 minutos, aliás, foram os melhores da equipe visitante. Não venceu, mas confirmou os méritos. “Bayern é campeão em jogo que merecia vencer”, manchetava o Jornal do Brasil.

Beckenbauer e Jairzinho se cumprimentam em Belo Horizonte (Foto: Imago / One Football)

O técnico Dettmar Cramer ressaltava a qualidade de sua equipe, mas descartava a possibilidade de voltar ao Mundial naquele momento. Por causa do público baixo em Munique, o clube teve prejuízos. Ainda assim, seus jogadores festejavam. O Jornal dos Sports destacava a alegria de Beckenbauer no retorno a Munique: “Viemos para ganhar. Perder nunca esteve nos nossos planos. Foi uma viagem exaustiva, mas não adianta nada ficarmos reclamando. Vamos jogar e pronto. É para isso que nos pagam”.

O Kaiser ainda daria uma longa entrevista à revista Manchete, ao lado de Piazza. Declararia sua admiração pelo futebol brasileiro: “Temos um grande interesse pelo futebol brasileiro, e sempre que é possível mandamos traduzir as notícias publicadas em jornais e revistas daqui. Mas, por mais completas que sejam as informações recebidas, sempre somos surpreendidos com um ou outro jogador novo que surge. Um exemplo é o Zico, que vimos jogando na seleção brasileira no torneio dos Estados Unidos. O outro é o Givanildo. É impressionante o índice de renovação do futebol brasileiro”.

A conquista do Mundial de 1976 tem seu valor ao Bayern de Munique não só pela imposição sobre os brasileiros. Aquele, afinal, seria o último troféu erguido pelo maior esquadrão dos bávaros. O time não conseguiria o tetra na Champions, superado pelo Dynamo Kiev nas quartas de final. Enquanto isso, passou três temporadas seguidas na seca dentro da Alemanha Ocidental – com títulos de Gladbach, Colônia e Hamburgo na Bundesliga. Neste ínterim, Franz Beckenbauer e Gerd Müller fizeram as malas para os Estados Unidos, enquanto a maioria dos veteranos deixou o elenco. A renovação culminaria na reconquista da Salva de Prata em 1980, sob o talento de Rummenigge, em time que também contou com a ascensão de Klaus Augenthaler e o retorno de Paul Breitner.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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