Uma multidão de amontoou na Costa do Marfim para receber os campeões africanos

A Copa Africana de Nações era um orgulho ferido da Costa do Marfim. Por mais que os Elefantes contassem com alguns dos maiores craques do continente nas últimas décadas ou tenham participado das três últimas Copas do Mundo, conquistar a taça mais importante da África se tornou uma questão de honra. Que finalmente pode ser provada neste domingo, após a vitória sobre Gana nos pênalti. Não à toa, a conquista que não acontecia há 23 anos desdobrou uma enorme comemoração nas ruas marfinenses.
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Milhares de torcedores foram receber os heróis na chegada à capital Abidjan. O ouro do troféu era o que faltava para fazer reluzir a melhor geração da história do futebol marfinense, comandada agora por Yaya Touré. Os principais jogadores do elenco treinado por Hervé Renard ficaram um pouco para a festa, mesmo com seus compromissos na temporada europeia em andamento. Afinal, se o título tivesse acontecido em um período de férias, não era de se duvidar que até Didier Drogba estivesse no meio do povo, celebrando com seus companheiros e compatriotas. Em um perigo iminente, o Estádio Félix Houphouët-Boigny lotou bem mais do que os seus 45 mil lugares para receber a comemoração. Já o presidente Alassane Ouattara aproveitou a ocasião para fazer autopropaganda ao lado dos jogadores.
Para um país que chegou a encerrar uma guerra civil graças ao futebol, o feito da seleção significa bastante. Diante das dificuldades internas que os marfinenses ainda enfrentam, incluindo o novo conflito que se desdobrou entre 2010 e 2011, a Copa Africana é um ótimo motivo para tentar reunir a população em torno de um só orgulho.



