Edouard Mendy foi o primeiro goleiro africano a conquistar a Champions League na era moderna e, com Bruce Grobbelaar, do Zimbábue, um dos únicos a fazê-lo em toda a história da competição. Não foi suficiente para que aparecesse entre os 30 finalistas do prêmio Bola de Ouro da revista France Football, uma decisão bastante criticada pelos seus colegas de seleção senegalesa, Kalidou Koulibaly e Sadio Mané.
Em conversa com a imprensa local, Koulibaly destacou o pioneirismo de Mendy, contratado pelo Chelsea no começo da temporada para dar segurança ao gol após uma temporada complicada do espanhol Kepa Arrizabalaga, e disse que o companheiro com certeza teria um lugar entre os 30 indicados – nos quais há apenas um goleiro, Gianluigi Donnarumma, campeão da Eurocopa com a Itália.
“Não podemos esquecer que são os jornalistas que votam, os jornalistas de cada país, então acho que alguns países favorecem seus jogadores. Agora, é realmente uma pena. Eu acho que precisamos trabalhar para o futuro. Eu acho que a gente precisa trabalhar o dobro que certas pessoas para sermos bem julgados. É preciso continuar a trabalhar”, afirmou o zagueiro do Napoli.
Outra referência da seleção senegalês, Sadio Mané foi mais econômico nas palavras, mas não no teor da crítica. “Eu não entendi. É inadmissível. É uma pena. É inaceitável”, disse o jogador que esteve três vezes seguidas entre os finalistas e foi o quarto colocado em 2019, mesmo ano em que Koulibaly também apareceu na relação final.
Contratado do Rennes, Mendy, 29 anos, rapidamente se tornou titular do Chelsea e disputou todas as partidas da campanha vencedora da Champions League, menos uma na fase de grupos, além da maioria das rodadas da Premier League. Ele concorre ao troféu Lev Yashin de melhor goleiro, ao lado de nomes como Donnarumma, Kasper Schmeichel, Manuel Neuer e Emiliano Martínez.



