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À lá Ibrahimovic, Haller marca e põe Costa do Marfim na final da Copa Africana de Nações em campanha épica

Após uma classificação conturbada e a demissão do técnico no meio da Copa Africana, Costa do Marfim se recupera e encara a Nigéria no domingo

Sorte, misticismo, emoção, remontada, união… Chame como quiser, mas o fato é que a Costa do Marfim desafiou até mesmo o mais passional dos Deuses do Futebol com a sua campanha épica na Copa Africana de Nações em casa. Nesta quarta-feira (7), os Elefantes garantiram a sua vaga na decisão do torneio contra a Nigéria ao baterem a República Democrática do Congo por 1 a 0.

Com o controle de bola na maior parte do jogo, a equipe anfitriã fez por merecer e levou a torcida que encheu o estádio Olímpico de Ebimpé à loucura com um estranho, mas bonito gol anotado pelo centroavante Sébastian Haller. Agora, o time, que se classificou para o mata-mata sendo um dos melhores terceiros colocados, conta com a confiança reconquistada com o tampão Emerse Faé para buscar o tri em seu próprio país.

Susto no começo

Mesmo jogando em casa, os Elefantes tomaram um belo susto aos 8 minutos de jogo. Após cruzamento, o goleiro Fofana não conseguiu encaixar uma bola relativamente fácil, e viu Bakambu roubar a bola dele e empurrá-la para dentro do gol. Entretanto, a arbitragem o invalidou porque o camisa 1 marfinense estava a encaixando novamente na hora da disputa com o atacante congolês.

Foi o necessário para os marfinenses acordarem. Aos 13 minutos, Singo avançou pelo lado direito e cruzou para Adinga. O ponta, que se tornou titular na semifinal, cabeceou certo, mas a bola foi para fora. O lateral-direito substituto do experiente Serge Aurier foi um ponto importante de criação de jogadas da equipe da casa. Aos 40 minutos, ele apareceu novamente com outro perigoso cruzamento na cabeça de Haller. Mas mesmo livre, o centroavante, que já havia desperdiçado um chute de bicicleta momentos antes, não conseguiu finalizar a bola na direção do gol.

Mas a maior oportunidade dos marfinenses aconteceu 2 minutos depois. Kessie recebeu passe, driblou um e bateu de bico com a perna esquerda. A bola explodiu na trave, e deixou um gosto amargo na boca da torcida, que ficou muito próxima de gritar gol, antes do fim da primeira etapa.

Assim como no início do primeiro tempo, a República Democrática do Congo assustou o time marfinense nos primeiros minutos. Substituto de Kakuta no intervalo, Théo Bongonda recebeu a bola e passou por dois. No entanto, sua conclusão parou no lado de fora da rede.

Golaço e consistência para segurar o resultado

Após esse lance, a Costa do Marfim voltou a controlar a bola e com calma, tentou construir as melhores oportunidades. Com 13 minutos, Kessie novamente acertou um chute perigoso, defendido pelo goleiro M'Pasi.

Mas a posse de bola e a calma dos Elefantes se transformou em precisão 7 minutos depois, em um gol tão bonito quanto ‘sortudo'. Gradel avançou pelo lado direito e sem ângulo, cruzou a bola em direção ao segundo poste. Haller recuou, e mesmo sem muito jeito, acertou um chute à lá Ibrahimovic. A bola bateu no chão e com o quique, encobriu o goleiro antes de balançar na rede, para uma verdadeira explosão de alegria em gritos no Estádio Olímpico de Ebimpé.

E aos 22 minutos, quase que o próprio Haller ampliou o placar com outro golaço. Porém, sua conclusão de cobertura passou apenas ao lado da trave da República Democrática do Congo. Em desvantagem, os visitantes não desistiram. O técnico Sébastien Desabre mexeu na equipe novamente, mas o desespero e a bem postada defesa marfinense impediram um gol nos últimos minutos.

Com o apito final, finalmente a equipe, o técnico Emerse Faé e os torcedores puderam comemorar a classificação para a grande final em casa. Não faltou resiliência e acima de tudo, não faltou competência com uma pitada de sorte para os anfitriões, que se recuperaram de um péssimo desempenho na primeira fase. O time está a uma vitória do tri da competição, mas agora enfrenta no domingo (11) uma Nigéria consistente ao longo da competição, mas que também suou para passar pela África do Sul nos pênaltis.

Foto de Vanderson Pimentel

Vanderson Pimentel

Jornalista formado em 2013, e apaixonado por futebol desde a infância. Em redações, também passou por Estadão e UOL.
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