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Egito demite treinador da seleção depois de apenas três jogos no cargo

Ehab Galal assumiu a seleção egípcia em abril e não durou mais do que três jogos, incluindo uma derrota por 4 a 1 para a Coreia do Sul

A Federação Egípcia de Futebol decidiu demitir o treinador da seleção do país, Ehab Galal, depois de apenas três jogos dele no comando da equipe. Com uma vitória e duas derrotas, o treinador deixa o cargo e federação procurará um técnico estrangeiro para o seu lugar.

Galal, de 54 anos, é um treinador experiente. O egípcio estava no Pyramids e antes treinou o Zamalek, El Masry e Al Ahly Tripoli. Ele foi escolhido como técnico da seleção egípcia em abril, no lugar de Carlos Queiroz, após o Egito não conseguir a vaga na Copa do Mundo na disputa com Senegal.

No seu primeiro jogo, o Egito venceu por 1 a 0 a Guiné, pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações, em um jogo que o gol saiu só no final, já em junho. Na partida seguinte, diante da Etiópia, uma surpreendente derrota por 2 a 0. O time ainda perdeu por 4 a 1 em amistoso para a Coreia do Sul. O técnico não teve o capitão e craque Mohamed Salah, machucado.

A Federação Egípcia (EFA) decidiu, então, trocar o técnico. Hazem Emam, membro da diretoria da EFA, afirmou que “estava em conversa com diversos técnicos estrangeiros”. Segundo o dirigente, também será contratado um diretor de futebol.

“Como vocês todos sabem, tivemos diversos problemas no último período e é óbvio pelos últimos resultados e incidentes. Estamos tristes pelo que acontece e também somos culpados por isso. Estamos trabalhando para corrigir nossos erros. Tivemos uma longa reunião, de 3 ou 4 horas, com o ministro dos esportes para discutir os nossos planos futuros e isso que vim aqui anunciar”, afirmou Hazem Emam, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira.

“Eu gostaria de agradecer ao técnico Ehab Galal, um homem muito respeitoso, que trabalho sob circunstâncias muito difíceis. Quero me desculpar com ele, mas às vezes a pressão é muito grande e vimos que seria melhor para todo mundo mudar”, afirmou ainda Emam.

Além de um técnico estrangeiro para o time principal, a EFA quer um treinador estrangeiro para o time sub-23, que tentará vaga na Olimpíada de Paris em 2024, um diretor técnico estrangeiro e um consultor especialista estrangeiro para ajudar a desenvolver o Comitê de Arbitragem. Ou seja: uma mudança grande.

“Queremos fazer mudanças grandes nos formatos das competições, a estrutura das seleções, desenvolvimento de jovens e diversas áreas. Nos falta calibre e experiência em alguns novos domínios e é por isso que estamos trazendo especialistas estrangeiros. O que é importante é que temos que dar a eles espaço e oportunidades para trabalhar e implementarem sua visão”.

Carlos Queiroz levou o Egito à final da Copa Africana de Nações de 2019, mas acabou derrotada nos pênaltis para Senegal. Pouco tempo depois, pelas Eliminatórias da Copa, o time também perdeu a vaga na Copa para Senegal, da mesma forma: os pênaltis.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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