Vadão, pequeno herói de um futebol milionário

Osvaldo Alvarez, o Vadão, é um dos sujeitos mais bacanas que conheci no futebol. Convivi com ele quando dirigia Corinthais e depois o São Paulo, em 2001 e 2001. No Tricolor, ganhou um Rio-São Paulo, o que não foi bastante para mantê-lo no cargo. Não vou dizer aqui que foi uma injustiça, que Vadão é um gênio incompreendido da bola, nada disso. Não conseguiu ter o sucesso que parecia seguro desde que surgiu no Mogi Mirim há 20 anos, montando um 3-5-2 que tinha Valber, Leto e Rivaldo. 

Mas, quem é gênio? Vadão é um cara honesto e trabalhador, o que deveria contar muito no futebol. Nos últimos anos, conseguiu o acesso do Vitória em em 2007 e com o Guarani, em 2009. Agroa, em sua quarta passagem pelo Bugre, consegue levar o time à uma decisão de Paulista, após 24 anos.

Em pouquíssimo tempo, levou um time falido (que Giba conseguiu salvar do descenso para a Série C no ano passado)  a mostrar um futebol compacto e agressivo. Tem um zagueiro muito bom, o Neto, e boas jogadas pelos lados do campo, com Oziel e Fabinho. Os gols contra a Ponte foram parecidos com aqueles contra o Palmeiras.

O Santos é favoritíssmo, mas Vadão tem algo a mais a acrescentar em seu currículo de homem digno e trabalhador. Um pequeno herói nesse futebol globalizado e milionário.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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