TP Mazembe: Surpresa no continente. E no mundo?
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ASEC Mimosas, Al-Ahly, JS Kabylie… todos esses clubes, com tradição nas competições africanas, caíram nas fases preliminares da Liga dos Campeões da África. Para a fase de grupos, apenas dois dos oito times que nela jogaram já tinham sido campeões do torneio continental. Um deles, o Etoile du Sahel, da Tunísia, mantinha o alto nível nas últimas temporadas. O outro, o TP Mazembe, do Congo, com um jejum de 41 anos sem o título — em que pesem as campanhas dignas nas últimas temporadas (em 2007, a equipe chegou à segunda fase; em 2008, já havia ido à fase de grupos).
Pois a equipe da República Democrática do Congo foi justamente aquela a quem o destino sorriu. Enquanto os tunisianos também foram eliminados, os Corvos foram além, chegando à semifinal. A partir daí, a eficiência foi a grande aliada rumo ao título: nas semifinais, bastou golear o Al-Hilal, dos Emirados Árabes, por 5 a 2, na primeira partida, fora de casa. E até dar-se ao luxo de perder a volta, jogando em casa, por 2 a 0.
Na decisão, a mesma coisa: o time perdeu a primeira partida, por 2 a 1, para o Heartland, da Nigéria, fora de casa. Não se alarmou para o retorno, em Lubumbashi. E, graças a um gol contra, venceu por 1 a 0, justamente a diferença de que precisava para conquistar o terceiro título continental de sua história — lembrando o time do goleiro Robert Kazadi e do atacante Pierre Kalala, bicampeão em 1967 e 1968, e vice nos dois anos posteriores, sendo praticamente a base da seleção do antigo Zaire, que foi à Copa de 1974.
Mas o time treinado pelo francês Diego Garzitto não é somente trabalho duro e eficiência. Principalmente ao se ver a qualidade dos atacantes. Um deles, Dioko Kaluyituka, artilheiro da Liga dos Campeões, com 8 gols. No entanto, ele nem é o mais badalado. Tal posto cabe a Tresor Mputu. O atacante marcou seis vezes na Liga dos Campeões, e é considerado uma das grandes revelações do continente africano nos últimos tempos.
Enfim, o TP Mazembe conseguiu ser a maior surpresa da África, na Liga dos Campeões. Fica a questão: conseguirá sê-lo também no Mundial de Clubes?