Standard Liège: Reacendendo paixões

Quando se ouve falar em times da Bélgica, a primeira imagem que se tem é a do Anderlecht, time da capital Bruxelas e papa-títulos nacional – ainda que este ultimamente tenha dividido as atenções com o Club Brugge, constituindo um duo que monopoliza as atenções do futebol da terra de Tintin.

Eis que um dos clubes mais populares do país ressurge para tentar quebrar a hegemonia do duo. Trata-se do Standard Liège, tradicional clube do lado francês do país e atual líder da Jupiler League. Um time com uma história cheia de altos e baixos em sua longa vida.

Um começo acadêmico

A história do time começa em 1898, com os alunos da escola Saint-Servais, que depois das aulas se dedicavam ao seu passatempo favorito: o futebol. Dessas partidas nasceria o Standard, batizado em homenagem ao Standard de Paris, clube francês então considerado imbatível. Em 1900, a equipe filiou-se à Union Belge des Sociétés de Sports Athlétiques e passou a jogar no velódromo de Boverie, um dos melhores estádios da região. A primeira temporada em que disputou competições oficiais foi a de 1902/3.

A estréia do Standard na primeira divisão foi em 1909/10, quando obteve um notável quinto lugar. Nos primeiros anos de elite, o alvirrubro de Sclessin ficou mais embaixo da tabela, chegando a disputar a segunda divisão nos dois primeiros anos do pós-guerra. Em 1923, o clube adquiriu em definitivo o campo de Sclessin, para onde havia se mudado ainda no final dos primeiros anos do século XX. A primeira grande campanha do Standard seria o vice-campeonato em 1927/8, repetido em 1935/6.

A era dos títulos

A entrada de Roger Petit como principal acionário do Standard, no começo dos anos 40, deu o ânimo necessário para o time, que entrou na década de 50 de volta à elite belga. O primeiro título de importância foi a Copa da Bélgica, na temporada 1953/4, derrotando o Mechelen na final. Quatro anos depois, veio o primeiro título belga de sua história.

Os anos 60 foram a ‘década de ouro’ do Standard: três títulos nacionais, duas copas e ainda duas semifinais de competições européias. O clube ainda começou a construir um centro de treinamento e entrou na década de 70 com um incrível tricampeonato nacional (de 1968/9 a 1970/1).

Mas em seguida começou o jejum de títulos, só quebrado pela Copa da Bélgica em 1981 e pelo bicampeonato belga (1981/2 e 1982/3). O início dos anos 80 também viu o melhor resultado internacional do clube: a final da Recopa de 1981/2, perdido para o Barcelona. O lado negro da década foi para um escândalo de corrupção e suborno envolvendo o técnico do time na época, Raymond Goethals, Roger Petit e mais jogadores do Standard.

O jejum de títulos só seria quebrado mais uma vez, com a Copa da Bélgica em 1992/3. Em 2006, com o time na liderança do Campeonato Belga, a torcida de Sclessin anseia recordar a era em que o time era um dos mais respeitados clubes do país na Europa. Jogadores conhecidos, como Sérgio Conceição e Wamberto, podem dar a receita do título.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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