Só um não basta

Já escrevi sobre o tema aqui no blog, mas a cada dia novas evidências aparecem. E o que acontece de concreto? Nada. Porque a Fifa é uma piada.
Não dá para levar a sério uma entidade que tem como vice-presidente Jack Warner. Não dá para considerar um presidente que, em meio ao maior escândalo da história da Fifa, diz que não há crise. E nem daria para ter esperança de mudança com o candidato da oposição, Mohammed Bin Hamman – que, de tão sujo, nem conseguiu concorrer, derrubado por seus ex-aliados.
Jêrome Valcke disse, em email, que a Copa de 2022 foi comprada? Onde está a novidade? Infelizmente é uma evidência fraca, longe de ser suficiente para provocar uma hecatombe na Fifa. E ninguém vai investigar. São todos tão imundos que quando a, digamos, sujeira é jogada no ventilador, cai em todo mundo, inclusive em quem acusa.
A única solução – repito, a ÚNICA solução – seria a dissolução completa da entidade. A Fifa está totalmente contaminada. Não dá para reorganizá-la. É preciso zerar tudo. Do topo à base da pirâmide. Jogar napalm.
Também já escrevi isso, mas aí vai de novo: as eleições dos Mundiais de 2018 e 2022 deveriam ser canceladas. É um absurdo seguir como se nada tivesse acontecido. Está bem claro que houve compra de votos, ou, no mínimo, ofertas e/ou pedidos de suborno.
Em relação ao Brasil-2014, até hoje nada como o que surgiu contra o Qatar, por exemplo, apareceu – infelizmente, porque essa Copa aqui é outro absurdo. Mas investigações deveriam ser feitas. Toda essa sujeira não surgiu da noite para o dia na Fifa. E Ricardo Teixeira, como todas evidências apontaram, está metido no meio da confusão.
Mas o problema é sempre o mesmo: quem vai mudar tudo isso? Só com uma atitude radical para algo começar a ser transformado. E esse passo radical já é especulado nos bastidores: a Inglaterra cogita deixar a Fifa. Tudo o que isso acarretaria serve de tema para outro post, mas o mais importante é o ato. Alguém precisa reagir.



