Shandong Luneng: um time “internacional”
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A palavra “internacional” simboliza bem o que o Shandong Luneng busca. Uma trajetória internacional, para se tornar uma potência asiática. Mas como que um clube do país com maior número de habitantes do mundo pode fazer isso? E isso sendo um time de fora do principal centro econômico e turístico do País, a “olímpica” Beijing?
Trabalhando com infraestrutura e comando estrangeiro. E foi desta forma que o Shandong Luneng se ajustou com o tempo. O Shandong tem a tradição de ter sempre um comandante estrangeiro, que teve relativo sucesso com uma seleção em uma Copa do Mundo. Foi assim que conseguiu sucesso, com a vinda do sérvio Slobodan Santra?, que comandou a Iugoslávia na Copa de 1998, na França.
Ele assumiu a equipe e, na mesma temporada, foi campeão chinês. No ano seguinte, novo título. Pronto, o Shandong se tornava um time respeitado na China. Respeito nacional já tinha. Agora a vez era de buscar novos ares.
Os altos e baixos
O Shandong Luneng não foi sempre um time constante. Nos seus primeiros anos, o clube trocava de escudo frequentemente, assim não conseguia identificação com a cidade, nem com os jogadores.
Só começou a se tornar mesmo um time em 1998, ano anterior a chegada de Santra?.
Mas a maré voltou a ficar complicada para o time após a saída do sérvio. O time não engrenava, e olha que nesse meio tempo o time chegou a ter como treinador Boris Ignatiev, que chegou a defender a extinta União Soviética, nos seus tempos de jogador.
Ele levou o time, em 2001, para as semifinais da Copa da China…e só. Destaque para um jogador que depois seria chamado de “Beckham chinês”, chamado Li Xiaopeng, que foi peça fundamental para a participação chinesa na Copa do Mundo da Coreia/Japão 2002. Mas nem ele conseguiria ajudar.
Em 2003, o time trocou de comando russo: Saía Ignatiev, entrava Valeri Nepomniachi, cultuado treinador que apareceu com destaque após ter comandado Camarões na Copa de 1990, na Itália. Sem sucesso, o time não engrenava. Chegava às quartas de final, semifinal, mas não chegava mais em decisões, não brigava mais por títulos.
Os bons tempos retornaram
Mas aí houve uma troca de treinador, e com isso uma troca de filosofia: dessa vez entrava Ljubiša Tumbakovi?, que havia comandado o Partizan, em duas oportunidades. Aí o time decolou.
Nos quatro anos de comando, Tumbakovi? levantou cinco títulos com o time, e recolocou o Shandong Luneng em lugar de destaque no futebol chinês. O time que conta com jogadores experientes, como o goleiro Li Leilei e Li Jinyu, ambos com ampla experiência internacional pela Seleção chinesa, somados a jogadores jovens, como Zhou Haibin, que foi emprestado pelo PSV Eindhoven e o brasileiro naturalizado croata Carlos Santos de Jesus, que veio do Dinamo Zagreb, e Roda Antar, que foi do Colônia, fazem com que o grupo, agora comandado pelo tarimbado Branko Ivankovi?, que comandou o Irã na Copa da Alemanha, possa ser considerado como a principal esperança dos times chineses para conquistar o título da AFC Champions League.
E assim vive o time que tenta, ao menos, fazer jus ao apelido que tem: Real Madrid da China.