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Scolari admite erro e pede desculpas por agressão

O técnico de Portugal, Luiz Felipe Scolari, admitiu ter cometido um erro ao agredir com um soco o defensor Ivica Dragutinovic, da Sérvia, após o empate por 1 a 1 entre as duas seleções pelas eliminatórias da Eurocopa-08, quarta-feira à noite, em Lisboa.

O treinador brasileiro, no entanto, não falou em arrependimento e procurou justificar a atitude, afirmando ter agido em defesa de um jogador da própria equipe – no caso, Ricardo Quaresma, envolvido em uma discussão com Dragutinovic depois do apito final.

“Eu só estava protegendo o meu atleta, como normalmente acontece com os atletas com quem eu trabalho”, disse Scolari. “Você tem de conhecer o contexto geral. Palavras em espanhol dirigidas à minha família eu entendo perfeitamente. Tapa na minha mão, eu sei o que é, eu sei o que dói, eu sei a atitude”.

“Portanto, quando eu tenho uma reação contrária, é uma reação totalmente errada, é uma reação que não poderia ter, mas que em determinados momentos, mesmo uma pessoa racional, normal, uma pessoa que tenha uma idéia de nunca errar, erra”, defendeu-se.

A Uefa já abriu investigação sobre os incidentes, e é provável que Scolari sofra punições severas. Diante das críticas feitas pela imprensa local, ele se desculpou: “Gostaria de pedir a vocês, aos torcedores, ao povo em geral em Portugal, desculpas pela atitude de ontem. Foi uma reação àquilo que eu também sofri do atleta adversário”.

“Queria pedir também desculpas à federação por colocar a federação em uma situação difícil e para a Uefa, o que é uma coisa normal, porque é a Uefa que rege o futebol. Quero dizer também que estou preparado para as conseqüências daquele meu ato impensado”, afirmou.

“Não sou infalível, peço desculpas. Foi um momento em que me perdi. Mas uma coisa: se me perdi protegendo um atleta meu, acho que não estive errado, porque todos protegem as pessoas com quem trabalham. Mas sei que foi um gesto que não deve acontecer”, admitiu o brasileiro.

“Digo ao povo português que visto a camisa. Estou de coração com Portugal. Se tive uma atitude que não condiz com a pátria, peço desculpas a Portugal, porque me sinto como português”, concluiu.

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