Saí da Trivela

Calma. Não é o que estão pensando. Eu apenas saí do prédio onde fica a redação da Trivela, por alguns dias, para desfrutar das minhas férias. A questão é que, nesta terça, dia 2, completo exatamente um ano como integrante da redação. Por isso, após muito pensar, decidi fazer um post celebratório. Afinal de contas, se já escreveram várias vezes aqui posts de despedida, por que não um de celebração?

Ainda me recordo da primeira nota que eu fiz: noticiava a suspensão do defensor Purrel Fränkel, do De Graafschap, da Holanda (de qual país mais poderia ser?). E, de 2 de março de 2009 para frente, foi um ano em que conheci muita gente boa. Um ano em que aprendi um pouco mais a respeito do que é esta coisa, às vezes muito malfeita, chamada jornalismo esportivo. Um ano em que, de certa forma, realizei meu sonho de trabalhar na Trivela, despertado após a Euro 2008. Ou, melhor dizendo, desde que conheci o site, em 2005.

E, acima de qualquer coisa, um ano em que conheci gente muito valorosa, que sempre se mostrou amiga – o que, no fim das contas, é muito mais importante do que as outras coisas na vida. E é a eles que agradeço. Primordialmente, a Cassiano Ricardo Gobbet, que me deu as primeiras chances no site, ainda como colaborador, a partir de 2008, fazendo o que chamamos de “rotativas”, as colunas como “Conheça o Clube” ou “Relembre o jogador”, além de me entregar a responsabilidade da coluna do Benelux.

E, finalmente, ao Caio, ao Bertozzi e ao Ubiratan, os três mosqueteiros que sempre aguentaram as minhas crises de insegurança, pretendendo, às vezes, jogar tudo para o alto e desistir dessa história de jornalismo. Bem como outra caríssima, Mayra Siqueira, que também serviu de conselheira e virou amizade especialíssima, que espero levar pela vida afora. Aos meus atuais companheiros, Lobo (o bom-humor, esse indispensável componente em uma redação – dizem os espanhóis que “redações chatas fazem coisas chatas”) e Renato (das pessoas mais calmas e equilibradas que já conheci).

A outros trivelistas honorários, como Ricardo Espina (mais uma fonte de bom-humor) e Gustavo Hofman. Ao pessoal da arte, como Luciano Arnold e Bia Gomes. Ao pessoal do marketing, como Gabriela Beraldo e Aline Kie. À Janaína, agora a única mulher trivelista a aguentar aquele bando de marmanjo discutindo sobre bola. E, finalmente, àquela classe que nunca deixarei, até por ter sido dela um dia: aos pitaqueiros, razão de ser do site, com comentários ponderados e bem-humorados.

Acho que o maior elogio que posso fazer à Trivela é: sempre fui um garoto tímido, arredio, que nunca foi muito de turmas. Com a Trivela, enfim, achei a minha turma. Achei gente que não me acha pirado por ser tão fanático pelo futebol holandês, ou mesmo por Van der Sar. Enfim, achei… amigos. E o melhor é saber que o presente atual ainda se estenderá, que não pararemos por aqui. Enfim, é não ter os olhos somente para o que passou, mas sim para o que virá.

E deixem-me voltar às minhas férias, agora. 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo