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Recordes ou misericórdia?

A Udinese deu uma mostra do seu poder ofensivo ao golear o Palermo por 7 a 0 em pleno Renzo Barbera, neste domingo. E o mais impressionante do resultado – o maior revés caseiro da história do Palermo – é que ele foi construído em apenas uma hora de jogo. Quatro gols do chileno Alexis Sánchez (que até então nunca havia marcado mais de uma vez na mesma partida da Serie A) e outros três para Antonio Di Natale, que chegou a 20 (com sua terceira “tripletta” da temporada) e alcançou Cavani na artilharia.

No pênalti que permitiu a Di Natale fazer 7 a 0, aos 15 minutos do segundo tempo, o Palermo teve Darmian expulso, ficando com nove homens em campo. Bacinovic já havia recebido o cartão vermelho na primeira parte. Sánchez já havia sido substituído, e o time de Francesco Guidolin tirou o pé, deixando que a partida corresse até o apito final. Um ato de misericórdia, que certamente prejudica o espetáculo, mas evidencia uma regra não escrita, aplicada por quem sabe que poderia estar do outro lado.

Caso mantivesse o pé do acelerador, a Udinese teria a chance de superar recordes. Por exemplo, superar sua maior goleada na primeira divisão – 7 a 0 sobre o Napoli, na temporada 1957/58. Sánchez ou Di Natale poderiam tentar ser o 12º jogador da história da Serie A em pontos corridos a marcar cinco gols em um jogo. O último foi Pruzzo, da Roma, em fevereiro de 1986, em uma goleada de 5 a 1 sobre o Avelino. E apenas um conseguiu fazê-lo fora de casa: Kurt Hamrin, pela Fiorentina, nos 7 a 1 sobre a Atalanta em 1964.

O recorde de gols em uma única partida é dividido por Silvio Piola (Pro Vercelli 7×2 Fiorentina, 1933) e Omar Sívori (Juventus 9×1 Inter, 1961), ambos com seis. Se Di Natale tivesse feito mais um, teríamos o segundo jogo da história do campeonato com dois jogadores marcando quatro. Em 2005, Parma 6×4 Livorno teve quatro gols de Gilardino e outros quatro de Lucarelli.

A maior goleada (nos campeonatos de turno e returno, a partir de 1929/30) segue sendo Torino 10×0 Alessandria, na temporada 1947/48.

A destacar do resultado deste domingo o comportamento da torcida do Palermo, que, mesmo testemunhando um dos maiores vexames da história do clube, manifestou apoio ao time e ao técnico Delio Rossi. Uma paciência que o presidente Maurizio Zamparini, conhecido por seu temperamento intempestivo, dificilmente terá.

A Udinese, por sua vez, está a apenas um ponto da zona de classificação para a Liga dos Campeões. E seria bom que este time tivesse a oportunidade de representar a Itália na principal competição europeia. Em tempos de crise de resultados (e uma vaga a menos a partir do próximo campeonato), pelo menos a Europa poderia testemunhar um time italiano que dá espetáculo e encanta.

Placar eletrônico mostra resultado histórico no Renzo Barbera

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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