Quase tudo certo

E lá se foram os jogos de ida das oitavas de final da Libertadores. Quase tudo dentro do script, com apenas alguns deslizes. A começar por quem foi muito bem.
O Cruzeiro, time com melhor campanha na fase de grupos, foi à Colômbia e fez 2 a 1 no Once Caldas. Mesmo jogando em Manizales, se impôs e poderia ter triunfdo com mais facilidade, não fosse um golzinho sofrido no final. Tem hoje o melhor time do Brasil, analisando elenco e resultados obtidos na temporada.
Das trevas veio o Fluminense. Há algumas semanas o time estava “eliminado” da Libertadores, agora está bem encaminhado para as quartas de final após a vitória no Engenhão por 3 a 1 sobre o Libertad. Abel, quando chegar, vai ajudar ou atrapalhar?
O Vélez Sarsfield atropelou a LDU na Argentina por 3 a 0, mas terá que tomar cuidado em Quito. A altitude é a principal arma da equipe equatoriana, e nos últimos anos mostrou sua força nas competições sul-americanas. O outro time colombiano desta fase, o ótimo Junior, empatou em 1 a 1 com o Jaguares, no México, e deve se classificar em casa – olho nesse time, é muito bom.
O empate com dois gols também foi o resultado obtido pelo Internacional no Uruguai com o Peñarol. Bom resultado para o time do técnico Paulo Roberto Falcão, que ainda precisa “acordar” a equipe. Sonolenta muitas vezes e dependente do ótimo momento de Leandro Damião. Já o Santos fez 1 a 0 no América na Vila Belmiro e terá muitas dificuldades para o jogo da volta, mas tem muito mais time.
Agora, as duas decepções.
O Estudiantes que não conseguiu superar o Cerro Porteño em casa foi a primeira. Ficou no 0 a 0 e mostrou, mais uma vez, que a equipe atua hoje em dia muito mais com o nome de seus jogadores do que propriamente com o talento. Ficou para trás.
Por fim, a maior decepção de todas: o Grêmio. Por mais que tenha enfrentado um bom time da Universidad Católica, é dificil imaginar uma derrota do Tricolor no Olímpico. Pois somente a imagem de Renato Gaúcho parece não ser mais suficiente para esse time vencer.



