Portugal adiantou marcação e equilibrou o jogo

Apesar da derrota nos pênaltis, a seleção portuguesa pode se considerar satisfeita por ter conseguido anular a Espanha durante a maior parte dos 120 minutos (a exceção foi o gol que Iniesta perdeu na prorrogação).
A estratégia para isso foi simples: ao contrário da covardia da França, Portugal optou por adiantar a marcação, forçando os espanhóis a tocar a bola mais no campo de defesa, com um time compacto e capaz de sair bem no contragolpe.
Dois números ilustram bem essa escolha: as 37 interceptações dos portugueses (contra 14 da Espanha) mostram que o time estava ligado na marcação. João Moutinho, que joga no meio, interceptou nove passes, vários deles no campo de ataque. Outro dado que impressiona é que os portugueses recuperaram a posse de bola em 12 dos 22 cortes efetuados por jogadores espanhóis. Quando deixaram de pegar esses rebotes, a Espanha cresceu na prorrogação.
O duelo pelo lado esquerdo do ataque português também chamou a atenção. Fábio Coentrão e Cristiano Ronaldo disputaram cada palmo de campo com Arbeloa e Piqué, que se destacaram com seis desarmes cada. Arbeloa, no entanto, apelou: fez oito faltas, e poderia ter sido expulso pelo conjunto da obra.



