Pohang: Tem brasileiro no comando

O Pohang Steelers chega ao Mundial de Clubes como o maior vencedor da Liga dos Campeões da Ásia. Além do título deste ano, a equipe havia vencido o torneio nas temporadas de 96/97 e 97/98. Durante os mais de dez anos sem conquistas continentais, o time também passou por um jejum em âmbito nacional. Pior do que isso: nos primeiros anos da década, a equipe ficou mais próxima do rebaixamento do que do título sul-coreano. 

Mas em 2005 a história começou a mudar, e um brasileiro tem relação direta com a evolução do time. Sérgio Farias, de 42 anos, foi contratado como técnico do Pohang Steelers naquele ano e, em 2007, comandou a equipe ao título nacional, após 15 anos de fila.

De lá para cá, a trajetória do Pohang tem sido vitoriosa. O time conquistou, em 2008, a Copa da Coreia do Sul. Em 2009 foi a vez de ganhar a Copa da Liga e, o mais importante, a Liga dos Campeões da Ásia, que deu a vaga para o Mundial de Abu Dhabi

Mas o caminho do time sul-coreano no campeonato não foi fácil. Apesar de ser um bom time, o Pohang Steelers entrou no torneio como azarão. Muito em função da força de outras equipes, como Bunyodkor — time do Uzbequistão treinado por Luís Felipe Scolari — e o Al Ittihad, que esteve no Mundial de Clubes da Fifa em 2005.

E o Pohang precisou enfrentar os dois favoritos durante a competição. O confronto diante do Bunyodkor, pelas quartas de final, foi histórico. Depois de perder a primeira partida por 3 a 1, era difícil imaginar que o Pohang conseguiria uma reviravolta. Mas, jogando em casa, a equipe coreana conseguiu o improvável. Depois de devolver o resultado no tempo normal, os coreanos fizeram mais um gol na prorrogação e garantiram a classificação.

Na semifinal, o time de Sérgio Farias passou pelo Umm Salal. O Al Ittihad seria o adversário da final. Pela primeira vez na história, a decisão aconteceu em apenas um jogo, disputado em Tóquio. Os sul-coreanos venceram por 2 a 1 e sagraram-se campeões.

Sérgio Farias, que treinou pequenos clubes e seleções de base do Brasil antes de ir para a Coreia, é ídolo na Ásia. Chamado pela torcida do Steelers de “mágico”, o brasileiro terá a chance de mostrar seu talento no Mundial de Clubes. A tarefa, porém, é complicada. Vencer o TP Mazembe na primeira fase do torneio e enfrentar o Estudiantes de La Plata na semifinal é o objetivo real do time.

Outro brasileiro no time sul-coreano é o atacante Denílson. O soteropolitano, de 33 anos, não é conhecido do público do Brasil. O jogador teve uma passagem pelo Camaçari-BA e depois foi para a Europa, onde não conseguiu muito sucesso.

O Pohang joga em um 4-1-2-3, e tem como principal força o ataque. Além de Denílson, o macedônio Ristikj Stevica, conhecido apenas como Ristic, e o sul-coreano No Byung Jun, autor de um dos gols da final da Liga dos Campeões da Ásia, são os grandes nomes da equipe. 

Apresentação dos Clubes

Al-Ahly- Emirados Árabes Unidos
Atlante- México
Auckland City- Nova Zelândia
Barcelona- Espanha
Estudiantes- Argentina
Pohang Steelers – Coreia do Sul
TP-Mazembe- Congo

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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