Paulinho Boa Pessoa, Jadson e Riquelme são os donos das semifinais

No domingo, após a derrota para o Fluminesnse, o técnico Tite fez uma “resenha” com alguns jornalistas. Estava irritado com o gol de Leandro Eusébio. E assumiu a culpa. “Precisava ter escalado alguém mais alto para esse jogo. Tinha de ter posto o Paulinho”, disse. Acertou Tite, como tem acertado sempre.
Paulinho não é apenas alto. É um volante de altíssimo nível. É alto, forte, marca bem e sai para o jogo. Tem chegada na área. Foi assim que fez o gol de ontem, que classificou o time para a semifinal, quando os treinadores já pensavam na lista de cinco batedores para os pênaltis. Além de bom de bola, Paulinho é um sujeito do bem, amigo das pessoas. Isso quem me contou foi meu amigo, o grande fotógrafo (ele não gosta de ser chamado de reporter-fotográfico) Daniel Kfouri. Paulinho Boa Pessoa é uma das caras desse Corinthians lutador e peleador. Um time que não tem Neymar, mas que não perdeu ainda na Libertadores. E o Santos, so para lembar, perdeu três.
Na final, se chegar lá, Paulinho Boa Pessoa pode encarar Riquelme. Não deve ter problemas em ganhar esse duelo. É mais jovem, mais forte, chega antes, salta mais. Mas não adianta ganhar nove dos dez embates pessoais com o argentino em uma partida. Se ele ganhar apenas uma, pode vencer o jogo. Riquelme está no fim, já não é constante, mas pode ser mortal. É como o velho boxeador que luta por um único morro salvador.
Foi assim ontem no Rio. “Fizemos o gol na única vez que trocamos três passes”, disse. E o primeiro dos três foi dele. Dominou sem marcação e tocou, com grande visão, na esquerda. Aí, o chute, a trave, a rebatida de Cavalieri (a bola entraria ou ele a colocou no jogo) e o gol de Santiago Silva.
O torcedor do Fluminense tem todo o direito de reclamar da sorte, mas se eu fosse um cara chato, faria a eles duas perguntas. 1) Quantas vezes um time ganhou o jogo por causa de um belo passe de Riquelme? 2) Quantas vezes um time ganhou um jogo por conta de uma boa cobrança de falta de Carleto?
Riquelme é o meia clássico, como o São Paulo pensou que Jadson fosse. O baixinho que veio da Ucrânia é muito mais um ponta-de-lança, com boa chegada na área. Fez um belo gol na derrota contra o Botafogo e outro no empate “classificatório” contra o Goiás. Tem melhorado muito, está fazendo a bola girar e não vive mais apenas da bola parada. Está sendo importante para que Leão consgia ganhar um sorriso que seja de Juvenal. Ou um cumprimento. Se passar pelo Coritiba, o time chega à final da Copa do Brasil, o que não acontece desde 2000.



