Panenka: um craque, um lance, a história
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Em Eurocopas, sempre existem histórias incríveis e personagens impressionantes, com feitos consideráveis. Temos, para exemplificar, o golaço de Van Basten em 1988, as defesas de Ricardo nas cobranças de pênalti contra a Inglaterra em 2004… Enfim, diversos momentos para a memória.
Antonin Panenka é um desses jogadores. Mas o tcheco entrou na história de um jeito diferente. Levou a então unida Tchecoslováquia para o título da Eurocopa de 1976 e ainda deu o seu nome a um lance que até outro gênio da bola, Zidane, ousou repetir.
Boêmio por natureza
Nascido em Praga, ele se formou nas categorias de base do Bohemians, clube da capital tchecoslovaca. Foi lá que ele jogou durante boa parte de sua carreira (de 1968 a 1981), sem alcançar grandes feitos com o clube. Apesar disso, passou a ser lembrado para a seleção local.
Jogando no meio-campo e notável por cobrar bem faltas e por ser exímio passador, Panenka se tornou nome freqüente nas convocações da Tchecoslováquia desde 1973. Três anos depois, levaria o país a sua maior conquista: a Eurocopa daquele ano.
O lance
Nas eliminatórias para a Euro, Panenka marcou três gols, todos contra o Chipre. Na competição propriamente dita, não fez nenhum no tempo normal, mas nas cobranças de pênaltis acabou entrando para a história.
Alemanha Ocidental e Tchecoslováquia foram para as cobranças de pênalti depois de empatar em 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação. Nas penalidades, Hoeness havia errado a sua e os tchecos precisavam que Panenka marcasse para serem campeões. Então, ele foi até a bola e cobrou seu pênalti.
Só que ninguém esperava que a bola tivesse uma trajetória ascendente. Maier acabou enganado por isso e pulou para tentar a defesa. Mas a bola acabou se encaminhando para o centro do gol, fechando a série e dando o título para sua seleção. O lance ganharia o seu nome (“panenka”) e seria repetido mundo afora, a mais famosa delas por Zidane na final da última Copa do Mundo (procure no Youtube).
Títulos, só na Áustria
Na seleção, só conseguiria disputar uma Copa do Mundo, a de 1982, mas acabou fracassando em um grupo com França, Inglaterra e Kuwait. Mesmo assim, marcou os dois gols da Tchecoslováquia na competição. Em 1980, participou de outra Euro, e marcou um gol contra a Grécia. No fim, ficou com o terceiro lugar.
Em 1981, Panenka se transferiu para o Rapid Viena, da Áustria. Lá seria bicampeão austríaco e tri da Copa da Áustria, se destacando com um dos melhores jogadores do time. Logo depois, foi para o modesto St. Polten e encerrou sua carreira profissional em 1987. Ainda assim vagou por clubes amadores do país e só pendurou de vez as chuteiras aos 45 anos. Ele trabalhou anos como presidente do Bohemians
Considerado o maior jogador da Tchecoslováquia desde Maspoust (e predecessor de Nedved), Antonin Panenka marcou história na Eurocopa por um lance simples, mas extraordinário. Um feito que esperamos que alguém repita nesta Eurocopa.