Pakhtakor: O manda-chuva do Uzbequistão

O Uzbequistão vem se tornando uma nação digna de respeito no cenário do futebol asiático, nos últimos anos. A seleção nacional chegou às quartas-de-final na última edição da Copa da Ásia, em 2004, e, se não fosse pelo juiz, teria chegado à repescagem das eliminatórias da Copa 2006, contra Trinidad e Tobago.

Os times do país ainda não conquistaram nenhum título internacional, mas já andam conseguindo alguns bons resultados na Liga dos Campeões da Ásia. A bola da vez é o Pakhtakor, de Tashkent, a capital uzbeque. Atual pentacampeão do país, o clube foi semifinalista da competição continental por duas oportunidades e é considerado um dos principais times daquela região.

Quando éramos soviéticos

O time surgiu em 1956, quando ainda existia a União Soviética. A primeira partida foi no dia 8 de abril, quando enfrentou uma equipe de Molotova (hoje Perm), da Rússia, vencida por 1 a 0, gol marcado por Lazez Maksudov, em cobrança de falta. Naquele ano mesmo, disputou a segunda zona da Klass B, a Segundona soviética, terminando em 13º lugar.

Em 1960, com a expansão da primeira divisão soviética, o Pakhtakor foi colocado no grupo B do campeonato, sempre estando nas primeiras posições da chave. Mas acabou rebaixado em 1963, e ficou como ‘time io-iô’ até o fim da década seguinte. A melhor colocação da equipe na elite soviética foi o sexto lugar alcançado em 1982.

Mas o clube teria melhor história na Copa da URSS. Na temporada 1967/8, chegou a seu melhor resultado, participando da grande final. No entanto, caiu diante do Torpedo Moscou pela contagem mínima e ficou com o vice.

O melhor do Uzbequistão

Assim que a URSS se desmantelou, o Pakhtakor foi disputar o campeonato do Uzbequistão e, logo na primeira temporada, em 1992, foi campeão, dividindo o título com aquele se tornaria seu maior rival no novo país, o Neftchi, de Fergana.

Após o primeiro título nacional, apenas em 1998 o time da capital teve o gostinho de gritar “é campeão” de novo, superando o Neftchi. O título seguinte, em 2002, iniciaria a atual série de cinco conquistas nacionais seguidas do Pakhtakor, quase sempre tendo logo atrás o time de Fergana, sendo esta a rivalidade que domina no país.

Na Copa do Uzbequistão, o clube tem oito conquistas. Nela também vai conseguindo uma seqüência de títulos, apenas um número maior do que a de campeonatos locais: seis. E é o Neftchi a equipe que mais desbancou na briga pela copa nacional, tendo o vencido na final por quatro vezes.

Destino: Ásia

Dominando o cenário nacional, o próximo passo seria, naturalmente, tornar-se potência continental. Pois bem, na extinta Recopa Asiática, o clube avançou até as quartas-de-final na edição da temporada 1998/9, sendo derrotado pelo saudita Al Ittihad, sendo esta sua melhor participação no campeonato.

Já na Liga dos Campeões Asiáticos, a coisa tem sido um pouco melhor. O clube foi semifinalista duas vezes do campeonato: em 2002/3, caiu diante do BEC Tero Sasana, da Tailândia. Na temporada seguinte, seu algoz foi o Seongnam, da Coréia do Sul.

Mas o time já tem um título internacional. Conquistou em 2007 a CIS Cup, copa envolvendo os membros da Comunidade dos Estados Independentes, a ‘sucessora’ da União Soviética. Deixou para trás clubes como Shakthar Donetsk e OFK Belgrado (que participou como convidado) para enfrentar o letão Ventspils na final e vencê-lo nas cobranças de pênaltis, após 0 a 0 no placar. É um bom começo para quem almeja o topo do futebol asiático.

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