Nó tático

Estava claro que o Nacional atuaria fechadinho na defesa no Parque Antarctica. Luxemburgo, que se auto-vangloria um exímio estrategista, montou um Palmeiras com três zagueiros e dois volantes. Os uruguaios dominaram o começo do jogo graças ao erro do técnico verde.
Daí, o treinador palmeirense achou que era hora de corrigir a besteira cometida na escalação – com pouco mais de 20 minutos de bola rolando. Resolveu tirar um volante e colocar mais um atacante para ajudar Keirrison e recuar Diego Souza para dar mais criatividade ao seu meio-campo. Só que o atacante em questão era Obina, fora de forma.
A outra mudança foi para carbonizar de vez o filme de Fabinho Capixaba. O contestado lateral-direito deixou o campo para a entrada de Marquinhos, tão contestado pela torcida quando Capixaba. Pior: o atacante atuaria improvisado, com arremedos de cruzamento.
O Palmeiras contou com a sorte para sair na frente. Com o 1 a 0, Luxemburgo mais uma vez aprontou: tirou Keirrison, deixou Obina isolado na frente e colocou Jumar para garantir o resultado. Sim, o treinador voltou a montar o Palmeiras do mesmo jeito do início da partida, que motivou as substituições prematuras. Resultado: empate do Nacional, que agora leva uma vantagem interessante para o duelo de volta.
Luxemburgo deu mais um de seus nós táticos – desta vez, ao redor de seu próprio pescoço.



