Neymar, Paulo Miranda e Jadson desequilibram o clássico

O Santos chega à sua quarta final seguida de Paulistão. Chega como favorito, e se confirmar, terá ganho o quinto título nos últimos sete anos. Faturou ainda, no período, uma Copa do Brasil e uma Libertadores. Muito de seu sucessso se deve a Neymar, jogador espetacular – no sentido de espetáculo e também de eficiência – a maior revelação brasileira dos últimos dez anos.
Neymar adora futebol. Joga com prazer. Antes da partida, vai até o banco do rival, cumprimenta todo mundo, depois do jogo abraça os companheiros e o treinador rival. Escuta, como ontem, os conselhos caretas de Leão e vai para o abraço. Junta-se aos amigos e faz a festa.
Durante o jogo, ele joga bola. Cada vez melhor. Agora, só cai quando não dá para ficar em pé. Quando cai, finge legal, levando muita gente a levar cartão. Bate pênalti sem frescura. Cabeceia e está louco para fazer seu primeiro gol de bicicleta.
Meymar desequilbra jogos parelhos como os de ontem. Leão sabe disso e escalou o time no 4-4-2 para fortalecer o meio-campo. Uma homenagem a Neymar. Nos outros jogos, ele vai de 4-3-3. E Neymar nem precisou usar seu repertório. Logo a dois minutos, Paulo Miranda presenteou o Santos com um pênalti. Neymar fez 1 a 0.
O São Paulo foi em busca do empate, apostando em bolas altas. O time não ia ao fundo, principalmente pela má partida de Lucas. E de Jadson, o que é uma constante. Quem gosta de números no futebol vai dizer que ele é o rei das assistências. Sim, muitos gols de Rhodolfo saíram de escanteios e cobranças de falta executados por ele, mas isso o Marcos Assunção faz melhor. De um meia epsera-se mais.
Mesmo asim, na raça que não tinha no ano passado, o São Paulo foi encurralando o Santos. Até Rhodolfo errar feio. Ganso tocou para Neymar, que não pode ser parado por Paulo Miranda. Uma falta significaria expulsão. É difícil jogar contra um time bom como o Santos, com um craque como Neymar, tendo um zagueiro que falha a dois minutos e fica amarelado.
Neymar humilhou Piris, levou uma falta mais ou menos feia e o paraguaio ficou também com o amarelo.
Antes de falar no segundo tempo, vamos ler a declaração de Rodrigo Caio, pronto para entrar. “Vou encurtar os espaços e jogar como da outra vez, quando marquei o Neymar”. Lembram da outra vez? Fpoi expulso após três faltas grotescas. E o cara promete entrar e repetir isso.
Com Fernandinho, o São Paulo foi para um jogo suicida. Iria atacar e ser atacado. O contra-ataque era do Santos. E o jogo poderia acabar logo no começo, quando Neymar chutou na trave. O Santos teve um gol anulado, o São Paulo teve um gol impedido validado e o jogo ficou cada vez melhor. Leão colocou Osvaldo, o Santos foi pressonado, mas Denis frangou.
E o Santos está na final.
Conclusão 1 – Enquanto tiver Neymar, será sempre o favorito.
Conclusão 2 – Se o São Paulo quiser mudar, precisa ter um zagueiro de alto nível. Esperar que Douglas seja um bom lateral. Se for para deixar a criação com Jadson, é melhor jogar com um volante a mais. E Denis não é goleiro para o São Paulo. Pelo menos não é ainda.



