Morre Ferenc Puskas
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Faleceu na madrugada desta sexta-feira Ferenc Puskas, um dos maiores jogadores da história do futebol. O húngaro, de 79 anos, estava internado desde setembro em um hospital de Budapeste devido às complicações causadas pelo mal de Alzheimer. Ele piorou nesta semana ao apresentar pneumonia e febre alta.
Puskas começou sua carreira aos 15 anos, quando vestiu pela primeira vez a camisa do Kispest Honvéd. Dois anos depois, o atacante foi convocado pela primeira vez para defender a seleção húngara. Logo em seu primeiro jogo com a equipe nacional, marcou um gol na partida contra a Áustria.
Este foi o primeiro dos 83 gols marcados por ele na seleção, pela qual jogou 84 vezes. Apesar do biótipo fora dos padrões para um jogador (baixa estatura e acima do peso ideal), marcava gols com facilidade, principalmente com seus fortes chutes com a perna esquerda.
O ‘Major Galopante’, como ficou conhecido, fez parte da célebre seleção húngara da década de 50. A equipe conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952 e surpreendeu ao derrotar a Inglaterra no ano seguinte em Wembley por 6 a 3. Ele marcou dois gols no duelo. Foi a primeira derrota do English Team para um rival no estádio londrino.
Em 1954, ajudou a levar a Hungria para a final da Copa, disputada na Suíça. No entanto, a Hungria foi derrotada pela Alemanha por 3 a 2 na decisão, em um confronto que ficou conhecido como “O milagre de Berna”.
Em 1956, com a invasão da União Soviética à Hungria, Puskas deixou o país ao lado de seus companheiros de equipe. O Honvéd estava em uma excursão internacional e decidiu não voltar ao país. O jogador foi punido pela Fifa com uma suspensão por um ano. Depois de cumprir a punição, Puskas foi contratado pelo Real Madrid em 1958.
No time merengue, o húngaro viveu outro período de conquistas. Em nove anos, disputou 372 partidas e marcou 324 gols pelo Real Madrid. Ao lado de Di Stéfano, ajudou o clube a ganhar seguidos troféus: seis campeonatos espanhóis, uma Copa da Espanha, três Copas dos Campeões e um Mundial Interclubes.
A mais famosa partida de Puskas com a camisa do Real Madrid foi a final da Copa dos Campeões de 1960. No confronto contra o Eintracht Frankfurt, o húngaro marcou quatro gols na vitória por 7 a 3. Di Stéfano fez os outros três dos Merengues.
Em 1961, Puskas obteve a cidadania espanhola e, com isso, pôde defender a Fúria na Copa de 62, no Chile. Ele voltou a enfrentar o Brasil, rival nas quartas-de-final do Mundial de 54. Desta vez, a Seleção levou a melhor ao vencer por 2 a 1 (na Suíça, fora derrotada por 4 a 2, em jogo que terminou com uma grande briga) e seguir rumo à conquista do bicampeonato da competição.
Puskas encerrou a carreira como jogador em 1967. Logo se tornou técnico, tendo comandado Panathinaikos, AEK e Colo-Colo, entre outros. Os problemas de saúde começaram em 2000, quando foi diagnosticada uma aterosclerose. Mais tarde, descobriu-se que ele tinha o mal de Alzheimer.