Montiel : La garantia soy yo
Estrear no time principal com 16 anos não é para qualquer um. Sendo esta equipe a mais tradicional e de maior torcida do país então, uma grande responsabilidade. Mas José Montiel, ou simplesmente Monti, 18 anos, não se importou. Em fevereiro de 2004, precisamente no dia 12, o garoto debutava na equipe do Olímpia de Assunção, Paraguai.
E não parou por aí. Depois vieram as inevitáveis convocações para a seleção, primeiro para o Sul-americano sub-15 em 2004. Mas uma fratura na tíbia quase pôs fim ao sonho de representar o seu país pela primeira vez. Contrariando os prognósticos, Monti se recuperou a tempo e foi um dos destaques do selecionado paraguaio na conquista do título. Depois vieram chamados para a sub-17 e, por fim, a seleção Albirroja principal.
Depois de grandes atuações com a camisa de seu clube, o Olímpia, Montiel despertou o interesse de diversos clubes europeus em sua aquisição. O primeiro foi o Basel da Suíça, mas quem acabou batendo o martelo foi a Udinese, da Itália.
Pequeno gigante de olho no velho mundo
Franzino para jogar na posição de volante, Montiel compensa com muita técnica e visão de jogo. Foram suas qualidades que o levou para a Copa. Jogador mais jovem do plantel do técnico Aníbal Ruiz, José vai, aos poucos, caindo nas graças do treinador e dos torcedores. Foi muito elogiado nas duas partidas que realizou pelas eliminatórias, 13 minutos na vitória magra contra a Venezuela e no jogo em que foi titular pela primeira vez, na derrota frente a Colômbia também pelo placar mínimo. ´Não é todo dia que surge um jovem com uma técnica tão apurada que se torna um herói depois de apenas uma partida.
Astros como ele precisam adquirir experiência e receber apoio, assim como os grandes jogadores que surgiram na Argentina, Uruguai, Espanha, Inglaterra, Itália e até mesmo no
Paraguai´, diz ´Maño´ Ruiz, contente após grande atuação de Monti contra a Colômbia. Montiel se mostra bem à vontade na seleção, tanto que em declaração recente disse não temer a Inglaterra, ´Não tenho medo de encarar David Beckham, Michael Owen ou qualquer jogador inglês.
Dentro de campo são onze para cada lado e não faz diferença seus nomes ou os times onde jogam. É a minha opinião e espero que meus companheiros pensem da mesma forma´, declarou à imprensa paraguaia. Além de futebol o garoto demonstra ter uma grande personalidade.
O Paraguai, com uma boa safra de jovens jogadores, tem um belo futuro pela frente e Montiel pode ser o grande astro, em breve, de nossos vizinhos guaranís.



