Meio time

A confirmação da ausência de Michael Essien deve pesar fortemente contra a seleção de Gana na Copa do Mundo. Sem o volante do Chelsea, as Estrelas Negras perdem meio time. Sem exagero.

Em um grupo equilibrado como o D, com Alemanha, Sérvia e Austrália, a liderança de Essien no meio-campo seria fundamental para as chances de Gana, que no início do ano foi vice-campeã africana sem ele, mas também sem um grande futebol.

É difícil imaginar que Stephen Appiah, que mal jogou oficialmente nos últimos dois anos, consiga assumir um papel importante na equipe. O elenco tem alguns nomes promissores, como Kwadwo Asamoah, mas a inexperiência de boa parte do grupo pode pesar.

Naquela que poderia ser a maior chance de uma seleção africana ao menos reeditar o que já fizeram Camarões e Senegal, que chegaram a quartas de final, o cenário não parece muito animador.

A Costa do Marfim tem bons jogadores, mas não se sabe se terá, de fato, um time com Sven-Goran Eriksson. Problemas de relacionamento no grupo podem dificultar o trabalho.

O mesmo discurso sobre a falta de continuidade vale para a Nigéria, que inexplicavelmente mudou de técnico em cima da hora, substituindo Amodu por Lagerback. Os nigerianos podem, pelo menos, ter esperanças por causa do grupo menos forte. Assim como a Argélia, que deve bater de frente com Eslovênia e Estados Unidos.

Camarões tem um jogador de nível mundial como Eto'o, mas uma defesa que parece uma peneira. No grupo E, que tem favoritismo holandês, o Japão chega fraco, mas a Dinamarca parece mais equipe que os Leões Indomáveis.

Resta a África do Sul, que tem problemas crônicos no ataque. Mas é a anfitriã, e vimos em 2002 o que se pode fazer para levá-los longe.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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