Lippi deixa comando da Itália
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2023%2F04%2FTrivela-Imagem-Padrao.jpg)
Três dias depois de levar a seleção italiana ao quarto título mundial, Marcello Lippi decidiu deixar o comando da equipe. Sua saída foi oficializada nesta quarta em um comunicado divulgado pela federação italiana.
O conteúdo é claro em relação à renúncia ao cargo do treinador: “Concluindo uma extraordinária experiência profisisonal e humana, com o comando de um grupo excepcional de jogadores e com a colaboração de um staff de primeira qualidade, vejo que minha missão à frente da seleção italiana foi completada. Já comuniquei a FIGC (federação italiana) da minha vontade de deixar o comando técnico ao fim do contrato. Desejo agradecer a FIGC pela confiança demonstrada nesses dois anos de trabalho, coroados com um resultado que ficará na história do futebol italiano e de todos os torcedores.”
Diretamente à imprensa, Lippi falou pouco. Na manhã desta quarta, o técnico foi a Viareggio visitar Gianluca Pessotto, ex-jogador e atual dirigente da Juventus que está internado após tentativa de suicídio. De acordo com ele, a decisão é definitiva. “Continuarei trabalhando, mas minha saída da seleção é irrevogável”, afirmou, deixando claro que não tem acerto com nenhum clube ainda.
A demissão de Lippi era dada como certa após o Mundial, sobretudo depois que o nome de seu filho apareceu nas investigações do escândalo de manipulação de resultados no futebol italiano. Tanto que a decisão teria sido tomada antes mesmo do final da Copa. “Ele me disse, durante a primeira fase, que não tinha nenhum acerto para o futuro, mas que já havia decidido deixar a seleção italiana ao final do contrato independentemente do resultado”, comentou Giancarlo Abete, chefe da delegação italiana na Alemanha.
Marcello Lippi assumiu o comando da Itália em 2004, logo após a má campanha da Azzurra na Eurocopa. Sob seu comando, a seleção italiana perdeu apenas duas partidas, para Islândia e Eslovênia, ambas ainda em 2004.