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LC 2006/07: Grupo C

 

Liverpool

por Caio Maia

Os adversários devem temê-los porque…
Rafael Benítez foi campeão da Europa com um time muito pior do que o que tem nas mãos hoje. Se o Liverpool está longe de ser um Chelsea, a incorporação de jogadores como Dirk Kuyt, Craig Bellamy e Jermaine Pennant tornou o grupo mais forte, e deu ao treinador mais opções. Bellamy, um conhecido “esquentadinho”, deve aproveitar a oportunidade para finalmente “estourar” em um time grande. Kuyt é a principal esperança para um ataque no qual já se tentou de tudo na tentativa de arrumar os gols necessários. O holandês marcou pelo menos 20 gols nas três últimas temporadas que disputou pelo Feyenoord, números que o levaram à seleção holandesa – na Copa, Van Basten preferiu Kuy a Van Nistelrroy em mais de uma oportunidade.

O mapa da mina
O Liverpool vai depender demais do sucesso de suas novas contratações. A equipe de 2005 tinha muita qualidade, mas simplesmente não conseguia colocar a bola dentro do gol, como os são-paulinos bem se lembram. No ano passado, a inoperância de Cissé e Crouch levou Benítez a trazer de volta ao clube o veterano Robbie Fowler. O problema é que Bellamy já teve muitas oportunidades em sua carreira, e conseguiu estragar quase todas até hoje. Kuyt marcou 20 gols nos três últimos anos, mas Kezman chegou ao Chelsea com estatísticas até melhores, e fracassou, o que dá uma dimensão da diferença entre jogar na Eredivisie e na Premier League.

O bendito esquema tático
A tendência do Liverpool é a de usar só um jogador no ataque, que pode ser Bellamy, Crouch ou Fowler. Pennat, Riise, Zenden e até Fábio Aurélio se dividem nas duas alas, na tarefa de levar a bola ao goleador. A equipe conta ainda com as subidas s chutes de fora de seus ótimos meias, Gerrard e Xabi Alonso.

O trava-línguas
Não é difícil falar o nome de Zenden, ex-PSV, Barcelona e Chelsea, que chegou a Anfield na temporada passada. Bom, a não ser que você queira dizer o nome completo do holandês Boudewijn Zenden. Não, a gente também não tem a menor idéia de como se diz isso.

O astro
Steven Gerrard foi o grande nome do Liverpool nos últimos anos. Originário das categorias de base, o meia esteve perto de abandonar a equipe para jogar no Chelsea no fim da temporada retrasada, mas, na última hora, ficou. Competente na marcação, Gerrard é bom mesmo na distribuição de jogo e nos chutes de fora da área – já marcou muitos gols decisivos para os Reds desta maneira.

Adoro te odiar
No Brasil, a maior parte das pessoas que sabe que o Everton existe e que é um clube de Liverpool acha que é um “primo pobre” dos Reds. Se hoje isso até é um pouco verdade, houve um tempo em que os dois disputavam palmo a palmo a hegemonia do futebol inglês. Até 1970, os dois tinham sete títulos nacionais. Entre 70 e 90, no entanto, foram 11 títulos do Liverpool contra apenas dois do Everton – que, apesar de não ganhar desde 1987, ainda é o quarto maior vencedor na Inglaterra.

Caminho para a LC
Terceiro colocado na Premier League, passou pelo Maccabi Haifa de Israel na terceira fase preliminar da competição.

Bordeaux

por Ricardo Espina

Os adversários devem temê-los porque…
O Bordeaux tornou-se um time prático: faz apenas o básico para garantir um bom resultado. A força da equipe está em sua defesa, a menos vazada da última Ligue 1 (tomou apenas 25 gols em 38 partidas). Méritos para dois jovens: o defensor Julien Faubert, rápido no combate e que aparece com freqüência na área adversária para tentar marcar, e Rio-Antonio Mavuba, um volante eficaz nos desarmes e que transmite segurança à zaga.

O mapa da mina
Se por um lado as poucas mudanças no elenco estimulam o espírito coletivo da equipe, a pouca atividade no mercado de transferências revela um problema. O Bordeaux conta com um elenco pequeno, insuficiente para agüentar por muito tempo o peso de disputar a LC e a Ligue 1 simultaneamente. Caso algum jogador se machuque ou seja suspenso, não terá um substituto à altura. O ataque demonstrou ser pouco potente, mas a chegada de Micoud deve aliviar o problema.

O bendito esquema tático
Ricardo Gomes utiliza tanto um 4-5-1 como um 4-4-2 nos girondinos. No primeiro esquema, Alonso cai pela esquerda, Faubert na direita, com Micoud responsável pela armação de jogadas para o solitário atacante Chamakh. Na segunda opção, Darcheville entra no lugar de Alonso para formar a dupla de ataque ao lado do marroquino. Mavuba e Fernando (ou Ducasse) têm a tarefa de fazer o combate no meio-campo.

O trava-línguas
O Bordeaux esperou até o último dia do mercado de transferências para trazer alguém com um nome um pouco mais complicado: o defensor nigeriano Joseph Enakarhire.

O astro
Johan Micoud foi contratado pelos girondinos exatamente para dar à equipe a experiência que lhe faltava para a disputa de um torneio tão importante. O meia chegou para ser o maestro da equipe e preencher a única vaga para fazer a equipe engrenar de vez. Com bom domínio de bola e habilidade para organizar o jogo, ele será o responsável por fazer o jogo fluir com mais rapidez para o ataque.

Adoro te odiar
Não é bem uma rivalidade daquelas de fazer tremer, mas sim por uma questão geográfica: Toulouse fica perto da região de Aquitaine, na qual se localiza a cidade de Bordeaux.

Caminho para a LC
O Bordeaux se classificou diretamente para a fase de grupos da Liga dos Campeões por ter sido o vice-campeão francês da última temporada.

PSV

por Cassiano Ricardo Gobbet

Os adversários devem temê-los porque…
O PSV dos últimos anos foi temível por causa do técnico. Guus Hiddink manteve uma base fixa e trabalhou muito bem com atletas menos renomados. Ainda que o novo técnico, Ronald Koeman, seja um excelente treinador, o ponto forte do time ficou em xeque. De qualquer maneira, o PSV ainda conta com uma base forte e joga muito bem coletivamente.

O mapa da mina
A mina se chama “primeira temporada”. Pela primeira vez em vários anos, o clube parte com um time novo. Alex e Addo levarão tempo para se acertar na zaga e nenhum reforço chegou para dar um empuxo no campeão holandês. O trio de meio-campo não tem nenhum jogador mais ‘pegador’ e se perder o capitão Cocu por contusão, as performances correm o risco de despencar.

O bendito esquema tático
Koeman manteve o 4-3-3 que Hiddink vinha usando nas últimas temporadas. Simons é o mediano que encosta mais na defesa, e Cocu, o armador principal. Os laterais apóiam bastante e contam com o recuo dos atacantes externos para ajudar na marcação.

O trava-línguas
Locutores traquitanas procurarão arsênico para tomar quando Nguyen receber uma bola. Tudo melhora para eles se Gomes sair jogando com Alex ou Cocu.

O astro
O nome mais importante do grupo é o do veterano Cocu, uma vez que não há um super-astro. Arouna Koné e Farfán têm grande potencial e podem se confirmar de vez nesta temporada no cenário europeu.

Adoro te odiar
Ajax. O time da capital tem sofrido nos últimos anos, mas ainda olha para o PSV com um olhar de superioridade que incomoda Eindhoven. Neste ano, contudo, o PSV pode dar um sorriso irônico porque o Ajax está fora da Liga dos Campeões.

Caminho para a LC
Campeão holandês, não houve problema para o PSV garantir a vaga européia.

Galatasaray

por Carlos Eduardo Freitas

Os adversários devem temê-los porque…
O elenco é experiente, com diversos jogadores com o currículo recheado de títulos (a maioria locais, é verdade). Em muitos casos – Sas, Sükür, Mondragón e Song –, disputaram até Copas do Mundo. A maioria do time também está acostumada a atuar no cenário europeu. Apesar da idade avançada, Sas e Sükür continuam tão perigosos quanto antigamente e são jogadores que merecem atenção redobrada de qualquer técnico adversário.

O mapa da mina
Os Leões têm um dos mais velhos elencos da Liga dos Campeões, com média de idade na casa dos 30,5 anos. Os jogadores costumam se cansar muito rápido e têm problemas de atenção. Tanto que dos quatro primeiros jogos na temporada turca, o time venceu apenas uma e empatou outras três. Nessas três, sempre precisou correr atrás do placar para conseguir o ponto. Sem falar que, um zagueiro como o camaronês Rigobert Song na linha de defesa não inspira tanta confiança assim.

O bendito esquema tático
O técnico Eric Gerets arma o Galatasaray em uma variação do agora tradicional 4-5-1. Na verdade, o time joga com quatro zagueiros três volantes e dois meias-atacantes – Hasan Sas e Sasa Ilic –, que atuam muito próximos a Sükür.

O trava-línguas
O grande problema de brasileiro inventando de falar turco aparece quando pronunciam as consoantes “C” e “S”. Nos nomes de Hasan Sas e Hakan Sükür, estão ali duas cedilhas. Quando isso acontece, como em “Fenerbahçe”, o som é de “Ch” ou “Sh”. Portanto, Hasan Shash e Hakan Shukur. Mas pode ter certeza que não vai faltar gente inventando moda para falar o nome do lateral Ak.

O astro
Hakan Sükür pode não estar no melhor momento de sua carreira, mas ainda é o maior jogador da história da Turquia. Mesmo aos 34 anos, ainda é letal e costuma deixar seus golzinhos. Sua especialidade são as jogadas aéreas, mas se receber a bola nos pés sem precisar driblar ou fazer uma jogada de mais habilidade, dá para esperar resultados positivos. Sua média de gols desde que voltou a vestir a camisa do clube é de quase meio por jogo. Não é de se desprezar.

Adoro te odiar
Se Ancara é a capital da Turquia, Istambul pode ser considerada a capital do futebol no país. É lá que estão, além do Galatasaray, Besiktas e Fenerbahçe, dois principais rivais dos Leões. A maior delas, porém, é com o Fener, que a exemplo do Gala tem 16 títulos nacionais.

Caminho para a LC
Campeão turco, eliminou o Mladá Boleslav, da República Tcheca, na terceira fase preliminar por 6 a 3 na soma dos resultados.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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