Krkic: meio sérvio, meio espanhol

“É um jogador com um potencial excepcional. Não vejo limites para sua projeção”. Palavras do treinador, Juan Santisteban, da seleção sub-17 espanhola, referindo a mais nova jóia do futebol espanhol, Bojan Krkic.

Bojan Krkic Pérez, nasceu em Linyola, região da Catalunha. Seu pai foi ex-jogador da antiga Iugoslávia. Defendeu o Estrela Vermelha e o OFK Belgrado. Participou da seleção sub-20, olímpica e fez uma partida com a seleção principal. Quando seu pai aposentou, passou a exercer a função de olheiro do Barcelona. Cargo que ocupa desde 1997. Dois anos depois, o filho ingressou nas canteras do Barça, na temporada 1999-00.

Ao contrário do pai que jogava como meia, Bojan atua como atacante. É rápido, habilidoso e um ótimo finalizador. Nas categorias de base da equipe espanhola, ele bateu todos os recordes de gols. Tinha uma média de três gols por partida. Foi chamado para a seleção sub-17 aos 15 anos. Já jogou pela seleção sub-21, pelos profissionais de sua equipe e agora só falta seleção principal. Seus ídolos? De acordo com seu site diz que é Patrick Kluivert e Puyol.

2007

Este ano foi sem dúvida o ano da explosão de sua promissora carreira. Em março, ele participou das partidas entre seleção européia sub-18 x seleção africana sub-18. Marcou um gol na vitória por 6 a 1. Foram duas partidas pela Taça Meridian Cup. Em maio, Krkic deu o título à Espanha, no Europeu sub-17, contra a Inglaterra. No mês seguinte foi convocado para a seleção sub-21. E, logo depois, foi convidado por Frank Rijkaard para excursionar na Ásia, na pré-temporada dos profissionais, junto com Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Samuel Eto’o e outras feras… Participou do amistoso contra o Al Ahly, do Egito. Marcou um dos gols na vitória por 4 a 0. Na partida, Rijkaard lhe entregou a camisa número 14, o mesmo número que o holandês Cruyff usava.

Mundial sub-17

Muitos achavam que ele disputaria o Mundial sub-20, no Canadá. Mas ficou mesmo com a sub-17 na Coréia do Sul. Sua seleção era uma das favoritas para chegar até a final. Ela chegou, ele não.

Logo na primeira partida contra Honduras, Bojan marcou dois gols na vitória por 4 a 2. A segunda partida foi contra os sírios. O jogo foi disputado. Vitória espanhola por 2 a 1. Bojan não marcou. Já classificada para a próxima fase, o treinador decidiu poupar alguns de seus jogadores e ele ficou de fora. Empate em 1 a 1 com a Argentina. Contra a Coréia do Norte, nas oitavas, Bojan, marcou mais dois. Espanha 3 a 0. Nas quartas-de-final, um empate em 1 a 1 com a França levou a decisão para os pênaltis. A estrela espanhola converteu o seu e a fúria classificou vencendo por 5 a 4. Na fase seguinte mais uma vez brilhou o jogador. Dessa vez foi contra Gana. 1 a 1 no tempo normal e, a quatro minutos do fim ele marcou. Classificando sua equipe para a final. A poucos segundos do termino da prorrogação, ele levou o segundo cartão amarelo na partida. Foi suspenso para a grande final. Após a vitória contra Gana, Krkic criticou o arbitro que o expulsou. Quem era o arbitro? O brasileiro Sálvio Fagundes Filho. Na decisão, ele fez falta. A Espanha empatou em 0 a 0 com a Nigéria. Nos pênaltis 3 a 0 para os africanos. Como prêmio de consolação, Krkic, foi escolhido o terceiro melhor jogador do campeonato.

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