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Quem pode estar disputando sua última Copa do Mundo em 2026?

Grandes nomes como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo disputarão último Mundial de suas carreiras

A Copa do Mundo está a poucas semanas de começar nos Estados Unidos, México e Canadá, no novo formato com 48 seleções. Se por um lado o torneio celebra talentos emergentes e estreantes, de Uzbequistão a Curaçao, ele também pode servir de despedida para diversas lendas.

A idade e as exigências físicas do futebol moderno significam que muitos jogadores devem encerrar seu ciclo por suas seleções, e assistir a esses ícones pela última vez no palco mais importante do mundo adiciona uma camada de emoção ao que está por vir.

Lionel Messi (Argentina)

Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo em 2014 e 2022
Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo em 2014 e 2022 (Foto: Action Plus / Imago)

Conquistar a edição de 2022 no Catar consolidou Lionel Messi como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Levantar a taça após uma final dramática contra a França foi o desfecho perfeito de uma jornada iniciada em 2006.

Embora a expectativa fosse de aposentadoria após o Mundial do Catar, sua permanência na Albiceleste aos 38 anos sugere que 2026 será o capítulo final. Liderar os atuais campeões no torneio norte-americano permitiria ao jogador do Inter Miami se despedir jogando em sua casa atual, e a Argentina, apontada como uma das favoritas ao título, pode lhe dar a chance de encerrar a carreira da melhor forma possível.

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Cristiano Ronaldo (Portugal)

Cristiano Ronaldo em partida de Portugal
Cristiano Ronaldo em partida de Portugal (Foto: IMAGO / Brazil Photo Press)

Tornar-se o primeiro homem a marcar em cinco Copas do Mundo diferentes é um atestado da notável longevidade e condição física. Apesar de uma campanha difícil em 2022, encerrada nas quartas de final, Cristiano Ronaldo continua desafiando o processo de envelhecimento com a seleção portuguesa.

Chegar à Copa de 2026 significaria competir aos 41 anos no que seria uma histórica sexta participação no torneio. Conquistar o único título importante que ainda falta em seu currículo seria o desfecho definitivo de uma carreira sem paralelo.

Luka Modric (Croácia)

Luka Modric em amistoso da Croácia
Luka Modric em amistoso da Croácia. Foto: Pixsell / Icon Sport

Levar uma nação de menos de quatro milhões de habitantes a uma final e a um terceiro lugar em Copas consecutivas, em 2018 e 2022, é uma façanha que desafia qualquer lógica esportiva.

Modric tem sido a força da era de ouro da Croácia desde sua estreia representando o país no torneio, há 20 anos, na Alemanha. Entrar na Copa de 2026 com 40 anos representaria provavelmente o ato final de um jogador que ganhou a Bola de Ouro em 2018.

Kevin De Bruyne (Bélgica)

Para De Bruyne, não ter chegado à final de 2018 com a Geração de Ouro belga ainda é fonte de frustração para um jogador que dominou a Premier League em seu auge.

Completando 35 anos durante o torneio, o jogador do Napoli provavelmente estará orquestrando o meio-campo pela última vez. Passar o bastão a uma nova geração de talentos belgas enquanto busca uma campanha longa na Copa é o objetivo esperado para o time de Rudi Garcia.

James Rodríguez (Colômbia)

James Rodríguez comemora gol da seleção colombiana
James Rodríguez comemora gol da seleção colombiana (Foto: Divulgação/Conmebol)

Enquanto muitos jogadores constroem sua reputação ao longo de várias Copas, James Rodríguez, de 34 anos, consolidou a sua em um único torneio inesquecível em 2014. O então meia de 24 anos inspirou a campanha da Colômbia até as quartas de final, marcando seis gols e conquistando a Chuteira de Ouro.

Entre eles, uma bela voleio contra o Uruguai nas oitavas, ainda amplamente considerado um dos melhores gols da história da Copa. Aquela campanha segue sendo um momento definidor tanto na carreira de James quanto na história do futebol colombiano.

Mohamed Salah (Egito)

O futebol egípcio foi elevado a novos patamares por um atacante que carrega as esperanças de um continente inteiro nos ombros. Participar da edição de 2018 enquanto se recuperava de lesão impediu o mundo de ver Salah em seu melhor momento.

Voltar ao palco global em 2026, na quarta participação do país no torneio, oferece a chance de garantir a primeira classificação da história do Egito para as oitavas de final. Aos 33 anos, esta deve ser a última oportunidade de Salah deixar sua marca na Copa.

Virgil van Dijk (Países Baixos)

Virgil van Dijk comemora gol pela Holanda (1)
Virgil van Dijk comemora gol pela Holanda. Foto: DeFodi Images / Icon Sport

Capitanear a Holanda até as quartas de final em 2022 foi uma estreia aguardada pelo zagueiro que é referência dos Países Baixos. A entrada tardia no ciclo do torneio faz com que o jogador de 34 anos queira recuperar o tempo perdido na edição de junho, e levar um grupo jovem e talentoso longe na competição deixaria um legado duradouro para o veterano do Liverpool.

Guillermo Ochoa (México)

Os torcedores mexicanos já se acostumaram a ver seu goleiro icônico se transformar em um muro a cada quatro anos. Defesas espetaculares contra as melhores seleções do mundo fizeram do veterano um herói cult do torneio, após participações em 2014, 2018 e 2022, além de aparições como reserva em 2006 e 2010.

Buscar uma inacreditável sexta convocação para a Copa colocaria o goleiro de 40 anos em uma categoria verdadeiramente exclusiva de jogadores. Encerrar a carreira em casa, no México, seria um desfecho mais do que apropriado.

Luis Suárez (Uruguai)

Luis Suárez em jogo da seleção uruguaia
Luis Suárez em jogo da seleção uruguaia (Foto: IMAGO / Agencia-MexSport)

Depois de causar polêmica em setembro ao afirmar que Marcelo Bielsa havia dividido o vestiário, a passagem de Suárez pela seleção uruguaia parecia encerrada. Mas o atacante de 39 anos, que recentemente se colocou novamente à disposição, ainda poderia fazer sua quinta participação em Copas, depois de 2010, 2014, 2018 e 2022.

As duas primeiras foram marcadas pela defesa com a mão na linha do gol que negou a Gana um gol nas quartas de 2010, e por uma mordida em Giorgio Chiellini quatro anos depois. Resta saber se Bielsa o reintegra ao grupo para uma última participação.

Son Heung-min (Coreia do Sul)

Produzir um momento de magia ao dar a assistência para o gol da vitória contra Portugal em 2022 destacou o impacto incrível de Son com a seleção sul-coreana. Jogar com fratura no rosto durante aquele torneio ilustrou um nível de dedicação que o tornou herói nacional.

Chegar à Copa de 2026 com 33 anos seria uma possível última chance do jogador do Los Angeles FC.

Sadio Mané (Senegal)

Sadio Mané em ação pela seleção de Senegal
Sadio Mané em ação pela seleção de Senegal (Foto: IMAGO / DeFodi Images)

Sem mais estar no auge de suas capacidades, a participação de Mané em 2026 na América do Norte deve ser a última. Com 34 anos, o atacante fez parte do grupo do Senegal que saiu na fase de grupos de 2018 pelo critério de cartões e chegou às oitavas quatro anos depois, sendo eliminado pela Inglaterra por três a zero.

Edin Dzeko (Bósnia e Herzegovina)

Após surpreender a Itália nas repescagens em março, os torcedores bósnios depositam suas esperanças em seu maior artilheiro de todos os tempos para comandar o retorno ao palco global, mais de uma década após a estreia em 2014.

A prolificidade em gols pelas principais ligas da Europa não diminuiu a fome de um ícone de 40 anos, convocado para o grupo de 26 jogadores da Copa de 2026 no dia 11 de maio. Liderar seu país como capitão em 2026 seria uma despedida lendária para um jogador que define o futebol bósnio.

Riyad Mahrez (Argélia)

Doze anos após sua estreia na Copa em 2014, Mahrez, de 35 anos, pode fazer sua segunda e última aparição no torneio. O ex-técnico da Argélia Vahid Halilhodzic foi acusado de irregularidades financeiras após incluir Mahrez na Copa de 2014, mas tais alegações dificilmente se repetirão se ele fizer parte do time de Vladimir Petkovic na América do Norte.

Foto de Axel Clody

Axel ClodyColaborador

Axel acompanha de perto todas as principais histórias do mundo do futebol, embora mantenha um carinho especial pelos clubes do norte da França — do Lens ao Lille, passando por Dunkerque — desde que se mudou da região

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