Gyan: Raça, dedicação e gols
Natural de Accra, em Gana, Asamoah Gyan é um dos grandes destaques da nova geração do país, um dos símbolos da boa campanha dos “Estrelas Negras” no Mundial da Alemanha. Dono de um preparo físico invejável e de uma raça fora do comum, Gyan desponta como uma das revelações da África nos últimos tempos.
Em seu currículo, constam participações em Mundiais juvenis e a disputa das Olimpíadas de Atenas em 2004. Nessa competição, Gana não foi bem: caiu ainda na primeira fase.
O início da carreira de Asamoah Gyan no futebol profissional foi no Liberty Professionals, em 2002. Curiosamente, essa foi à única equipe ganense que o atacante defendeu. Um ano depois, ele se transferiu para a Udinese.
Outra marca registrada do centroavante é a inconfundível dança após balançar as redes adversárias.
O início na seleção adulta
Gana iniciava a sua caminhada rumo à classificação para a sua primeira Copa do Mundo. O adversário de estréia era a fraca seleção da Somália. Entre os reservas, encontra-se um jovem de apenas 17 anos chamado Asamoah Gyan.
O jogo acabou empatado por 1 a 1, mas o novato fez o gol dos Estrelas Negras e colaborou para o primeiro ponto de sua equipe nas eliminatórias. Gyan voltou a balançar as redes nas partidas contra Congo e Cabo Verde.
Ele começou a ser nome presença na lista de convocados e durante os anos seguintes ganhou espaço na seleção. Porém, o futuro guardava uma grande surpresa negativa para o atleta . Uma contusão o tirou da Copa Africana de Nações, disputada no Egito no início de 2006.
Altos e baixos na Alemanha
Asamoah Gyan chegou como titular à Copa e uma das esperanças de gol da equipe ao lado de Amoah, do Borussia Dortmund. A trajetória começou diante da Itália. A derrota para 2 a 0 para a futura campeã mundial fez com que poucos acreditassem na classificação.
Veio, então a partida diante da República Tcheca, segunda colocada no ranking da FIFA. Gyan marcou um dos gols da vitória por 2 a 0. Ainda sofreu um pênalti que ele mesmo desperdiçou.
Restava ratificar o passaporte para a segunda fase, e foi o que aconteceu no jogo contra os Estados Unidos. Asamoah não esteve presente, pois estava suspenso após ter levado o segundo cartão amarelo no torneio.
Nas oitavas-de-final, os Estrelas Negras enfrentaram o Brasil. Foi a pior partida de Gyan no Mundial. Ele desperdiçou várias chances de gols e, no final, foi expulso após tentar cavar um pênalti.
Ele foi recordista de cartões em sua seleção: levou quatro amarelos e um vermelho nos três jogos que disputou. Ficou a sensação de que a estréia do jovem jogador em Copas poderia ter sido melhor.
Aventura à italiana
Gyan chegou à Itália no segundo semestre de 2003 para jogar na Udinese. Porém, ele não teve muitas oportunidades em seu novo clube e logo foi emprestado para o Modena, da segunda divisão.
Na nova equipe, ganhou novas chances e tornou-se um dos atletas-chave do time. Com sua ida para a Copa, espera-se que em breve ele defenda um clube maior da Europa e assim continue sua trajetória que começou há 20 anos.