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“Estamos no páreo”

Um dos destaques na segunda divisão francesa – Ligue II – é o meia brasileiro Vinicius Reche, do Angers SCO, 5º colocado. Neste bate-papo ele fala da adaptação e principalmente da dura meta do clube que precisa superar rivais mais tarimbados na briga pelo acesso a Ligue I.

O ex-jogador do Palmeiras, que completa 25 anos este mês, é o regente do meio-campo da equipe da região de Pays de la Loire e recordista de assistências no elenco dos Scoistes, como é chamado o time alvinegro. 

O Angers tem um desafio tremendo na Ligue II que é superar clubes tradicionais como Lens, Montpellier e Strasbourg que são os primeiros na tabela de classificação e o Metz que está no encalço. Acha que seu time reúne condições pra isso?
A vantagem deles é torcida, recurso e estrutura. São clubes acostumados com a 1ª divisão e com mais condições de voltar. Além deles o Boulogne, que é menos badalado, está na nossa frente. Mas com certeza dentro de campo temos as mesmas possibilidades. Tivemos um aproveitamento bom contra eles, foram 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota até aqui.

Você conseguiu se firmar e já é titular da equipe. Quais foram suas dificuldades e contratempos desde que chegou?
Agora já me sinto bem aqui, a maior dificuldade é o clima, a temperatura tem variado entre 5 e 8 graus abaixo de zero. No inicio a língua era um obstáculo porque eu não entendia e o pouco que aprendi não era o suficiente, eu ficava acanhado com medo de falar errado.

Os brasileiros costumam se entrosar bem com os africanos e tem vários no Angers…
Os africanos do time falam francês também, então estudando com um professor particular tudo ficou mais fácil pra mim. Hoje eu compreendo 80% da preleção do treinador e me relaciono bem até com os roupeiros. Futebol também é comunicação e estou conseguindo superar isso.

Dentro de campo você está correndo mais e tendo mais responsabilidades táticas?
O jogo aqui é correria, contato e bastante bola aérea. No meu primeiro jogo eu não fui bem, mas com o passar do tempo me superei, virei titular e conquistei meu espaço e o respeito de todos. Cheguei a jogar como segundo atacante, mas atuo mesmo como meia aberto pela esquerda.

O Angers está há 15 anos longe da primeira divisão. A pressão é grande ou o trabalho é tranqüilo?
Existe uma pressão natural por parte da diretoria e dos torcedores. Eles querem ver o clube na elite. Mas vandalismo de torcedores não rola.

Como você foi parar na Série B francesa?
Eu joguei o Paulistão 2008 no Ituano depois de alguns anos no Palmeiras, fui bem, daí fui pro Vasco da Gama, onde fiquei só três meses, fiz alguns jogos e pintou a chance de vir pra Europa, um mercado que eu já tinha interesse. Aqui eu tenho mais visibilidade e pretendo chegar num clube mais expressivo, mas antes quero ajudar o Angers.

Você sentia que o Vasco ia cair quando deixou o clube em agosto?
Eu não achava! Agora o jeito é torcer pro clube subir novamente, tenho amigos lá.

Qual é sua situação contratual com a Traffic?
Eles compraram 75% do meu passe, o Nacional e o Palmeiras possuem 12,5% cada. 

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Equipe Trivela

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