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Espanha x EUA: a força contra a sorte

Espanha e Estados Unidos fazem nesta quarta-feira, às 15h30 (de Brasília), a primeira semifinal da Copa das Confederações. É o duelo entre a seleção que todos saberiam que estaria nesta etapa, e outra cuja classificação era mais do que improvável.

Já com a classificação para a semifinal garantida na segunda rodada, a Espanha entrou em campo no sábado com tranquilidade para enfrentar a anfitriã África do Sul.

No domingo, teria a definição do seu próximo adversário para as semifinais, para o confronto em que espera ampliar seu recorde histórico recém-conquistado para 16 partidas consecutivas. Dentre os rivais esperados, a Itália, ou, quem sabe, um sortudo Egito.

Porém, quem surpreendeu a tudo e a todos foi, na verdade, o lanterna. Os Estados Unidos se preparavam para uma despedida de mais uma Copa das Confederações, de passagens de volta para casa compradas, mas asseguraram a vaga nas semifinais em um resultado muito improvável: derrotaram o Egito por 3 a 0, e viram os Canarinhos superarem os italianos pelo mesmo placar, o que os classificou pelo saldo de gols.

Diante da situação, os Ianques ficaram tão satisfeitos com o improvável resultado que nem estão tão preocupados em encarar a Furia nesta quarta-feira. Já os espanhóis entrarão em campo prontos para manter o número de vitórias e completar a marca de 36 partidas sem derrotas.

Expectativas para a semifinal

Para o confronto desta quarta-feira, em Bloemfontein , o técnico Vicente del Bosque recupera Casillas, e deve contar com os laterais titulares, Sergio Ramos e Joan Capdevilla, ao lado de Piqué e Puyol. Xabi Alonso comanda o meio campo, ao lado de Xavi, Cesc Fàbregas e Riera pela esquerda, com a dupla de ataque, que divide a artilharia do torneio ao lado do brasileiro Luis Fabiano, Fernando Torres e David Villa.

Os norte-americanos entrarão apostando na força e na velocidade que caracteriza seus jogadores, liderados pelo veterano e referência da equipe, Landon Donovan. O meio-campo conta com o filho do treinador Bob Bradley, Michael, que, aos 21 anos, atua no Borussia Möenchengladbach. Porém a dupla de ataque, Davies e Altidore, deixa a desejar, considerando que têm apenas um gol, marcado pelo primeiro, na última partida.

O técnico norte-americano, porém, afirmou nesta terça-feira que tem a “fórmula” para parar a máquina espanhola na semifinal. “Sabemos o que é preciso fazer para pará-los. O estilo da Espanha é movimentar a bola e manter a posse. Sua capacidade de jogar em espaços curtos e sair deles é maravilhosa, mas sabemos o que fazer para detê-los.”

A fraca defesa também preocupa os Ianques, e La Roja não deverá ter muita dificuldade em penetrá-la e dar trabalho para o goleiro dos Estados Unidos.

Diante disso, os espanhóis já contam com a classificação para a final, para enfrentar o Brasil. “Todos sonhamos com uma final com o Brasil”, apontou o lateral-esquerdo, Joan Capdevila.

Já Piqué procura ponderar e não entrar em campo contando com uma vitória certa. “Tanto Brasil contra a África do Sul, e nós contra os Estados Unidos, partimos como favoritos, mas não existe lógica no futebol. É complicado simplesmente ir como favorito e ganhar. Assim, teremos que trabalhar para chegar na final”, comentou.

A equipe que avançar no confronto irá disputar a final contra o vencedor do duelo entre Brasil e África do Sul, no domingo.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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