Espanha desafia a tradição da Alemanha
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2023%2F04%2FTrivela-Imagem-Padrao.jpg)
A Espanha faz nesta quarta-feira o jogo mais importante de sua história no futebol. Às 15h30, no belo estádio Moses Mabhida, em Durban, a Fúria enfrenta a Alemanha por um lugar na decisão da Copa do Mundo da África do Sul. Historicamente conhecida por tremer em decisões, a Espanha desafia justamente a seleção que carrega um rótulo exatamente oposto – os alemães já somam sete finais de Mundial contra nenhuma dos espanhóis.
O duelo será, também, a reedição da partida mais lembrada pelo povo espanhol até então: a final da Eurocopa de 2008. Na ocasião, com um gol de Fernando Torres, La Roja derrotou o Nationalef e ficou com o título europeu. Agora a revanche vale a busca pela glória mundial.
“Não é fácil perder uma final. Agora voltamos a nos encontrar nas semifinais e nesse caso, por mais que seja uma revanche, eu acredito que as duas equipes querem mesmo é ganhar para estar na decisão”, garante o artilheiro da Copa com cinco gols, David Villa. “Tomara que esta quarta-feira seja um grande dia para o futebol espanhol”, completou.
O atacante, que deixou o Valencia há poucas semanas para defender o Barcelona, deve ser o único jogador na dianteira espanhola. Como Fernando Torres tem sofrido com os problemas físicos ao longo da competição, o técnico Vicente Del Bosque deve recolocar o jogador no banco de reservas – ele iniciou o Mundial na suplência, na derrota para a Suíça por 1 a 0. Com isso, o mais provável é que David Silva, que também deixou o Valencia há pouco tempo, mas rumo ao Manchester City, entre para melhorar o jogo pelas laterais do gramado e assim repetir o time da estreia.
Outra opção, menos provável, é a entrada de Cesc Fábregas no time. No entanto, além da má vontade de Del Bosque com o meia do Arsenal, Fábregas levou uma pancada na perna direita em um treinamento na semana e voltou a sentir uma lesão que o atrapalhou no final da temporada inglesa.
Fora isso, a Espanha, que passou com dificuldades pelo Paraguai nas oitavas de final, não tem qualquer dúvida para o confronto, que também terá outro atrativo particular. Villa é o maior artilheiro deste Mundial, mas do lado alemão Miroslav Klose busca um feito ainda maior: com 14 gols em Copas e quatro nesta, precisa de apenas mais um para se igualar a Ronaldo na liderança de todos os tempos.
Klose, de 31 anos, é um dos jogadores mais experientes dessa equipe alemã, marcada por novos talentos, que surpreendeu a todos com um futebol ofensivo. “Há alguns anos, as pessoas diziam que era uma vergonha não termos uma nova geração, que não tínhamos atacantes ou meias criativos. Mas o tempo provou que essas pessoas estavam erradas”, desabafou o experiente atacante.
Só que uma das maiores promessas dessa nova geração está fora da partida. O meia Thomas Müller recebeu o segundo cartão amarelo na goleada sobre a Argentina por 4 a 0, nas quartas de final, e desfalca a equipe comandada pelo técnico Joachim Löw. A opção natural é a entrada de Piotr Trochowski, só que o treinador indicou ao longo da semana que pode colocar no time o atacante Cacau, que está recuperado de um problema muscular na região abdominal.
E se depender do discurso de Löw, o jogo vai valorizar o ataque, mantendo as características das duas equipes. “Tentamos sempre ser uma força no ataque para impressionar com nossas habilidades. E o futebol espanhol também foca a técnica. Os passes deles são uma celebração ao futebol e o modo fácil como eles tocam é um exemplo para mim”, sentenciou o treinador alemão.
Ficha técnica
Alemanha x Espanha
Local: Estádio Moses Mabhida, Durban
Data: 07/07, quarta-feira
Horário: 15h30
Árbitro: Viktor Kassai (HUN)
Alemanha
1-Manuel Neuer, 16-Philipp Lahm, 17-Per Mertesacker, 3-Arne Friedrich e 20-Jerome Boateng; 15-Piotr Trochowski (19-Cacau), 6-Sami Khedira, 8-Mesut Özil, 7-Bastian Schweinsteiger e 10-Lukas Podolski; 11-Miroslav Klose. Técnico: Joachim Löw
Espanha
1-Iker Casillas, 15-Sergio Ramos, 3-Gerard Piqué, 5-Carles Puyol e 11-Joan Capdevilla; 16-Sergio Busquets, 14-Xabi Alonso, 8-Xavi, 6-Andrés Iniesta e David Silva (10-Cesc Fábregas); 7-David Villa. Técnico Vicente del Bosque.