Elkjaer: Não existe bola perdida

Durante 11 anos, Elkjaer defendeu a camisa da Dinamarca. E não passou despercebido. Aliás, deixou seu nome gravado com letras maiúsculas. Até o início do mês de maio, o atacante era o quarto maior artilheiro da seleção de seu país, empatado com Tomasson. Na lista dos que mais atuaram por ela, Elkjaer ocupava a 12ª. posição, junto com outros compatriotas.

Elkjaer começou cedo na seleção dinamarquesa. Com 19 anos, ele fez sua estréia, diante da Finlândia. O jogo era válido pelo Campeonato Nórdico e seria disputado na casa do adversário. A Dinamarca ganhou por 2 a 1, com dois gols de Elkjaer. A partir dali, os estrangeiros passariam a observá-lo com cuidado. Dessa maneira, iriam notar que o profissional se caracterizava pela velocidade, pelos dribles curtos, pela garra e pela persistência em cada lance. Bola perdida? O que é isso?

Destaque nas eleições

Em 1984, o ‘Cavalo Louco’ – como era conhecido – defendeu sua seleção na Eurocopa. Dois gols da Dinamarca na primeira fase foram dele: um contra a Iugoslávia e outro diante da Bélgica. Com o segundo lugar garantido no grupo A, Elkjaer e companhia teriam que enfrentar a Espanha, na semifinal.

Apesar de a Dinamarca ter feito 1 a 0, logo no começo da partida, a ‘Fúria’ empatou. Na prorrogação, o resultado se manteve. Viria pela frente, então, a disputa de pênaltis. Seria a primeira vez que Elkjaer passaria por essa situação, atuando pela seleção.

Quando o placar era de 4 a 4, Elkjaer se encaminhou até a área. Chegara a hora da sua cobrança. Mas o chute fez com que a bola passasse por cima da trave. Nada de gol. Vibração do goleiro Arconada. Em seguida, Sarabia colocaria a Espanha na decisão.

O erro não impediu que, na eleição do melhor jogador europeu de 1984, organizada pela revista francesa France Football, Elkjaer ficasse na terceira posição. Em 1985, o atacante subiria um degrau e terminaria em segundo lugar. O nome de Elkjaer voltou a aparecer bem no ano seguinte: desta vez, ele ficou na quarta colocação, empatado com Manuel Amoros.

Peça importante da ‘Dinamáquina’

A carreira de Elkjaer alcançou um ponto alto na Copa do Mundo de 1986. Na primeira fase, a ‘Dinamáquina’ foi uma das únicas equipes que tiveram 100% de aproveitamento – a outra foi o Brasil. A trajetória se iniciou contra a Escócia. Esta partida, aliás, foi a primeira da Dinamarca na história da competição. Pela contagem mínima, os dinamarqueses venceram. O inesquecível gol foi marcado por…Elkjaer. Diante do Uruguai, na rodada seguinte, o camisa 10 deitou e rolou: três gols e duas assistências. O resultado final foi de 6 a 1.

Contra a Alemanha Ocidental, Elkjaer não balançou a rede, mas a Dinamarca venceu. A próxima tarefa era passar pelas oitavas-de-final. O jogo seria bem especial. Quase dois anos depois da eliminação na Eurocopa, Elkjaer teria a chance de dar o troco na Espanha. No entanto, o que se viu foi um baile dos oponentes: 5 a 1, de virada. E os dinamarqueses viraram fregueses.

Apesar de ter dito “adeus”, Elkjaer teve motivo para se orgulhar, pois foi o artilheiro da seleção naquela edição. O ótimo papel que Elkjaer fez, na verdade, foi uma continuação do que havia ocorrido nas eliminatórias, onde ele marcou oito gols em oito jogos.

Ensinando o Verona a comemorar

Quando Elkjaer foi contratado pelo Verona, o clube jamais havia conquistado o campeonato italiano. Por incrível que pareça, o tão sonhado título não demorou nada a chegar: na primeira temporada com Eljkaer no elenco, o Verona levantou o troféu da competição. Coube a Elkjaer marcar o último gol da equipe, na rodada final, aos 45 minutos do segundo tempo, coroando o título conquistado na rodada anterior. De lá para cá, o Verona jamais faturou o campeonato italiano novamente.

Graças à conquista, o Verona participou pela primeira vez da Liga dos Campeões (na época, se chamava Copa dos Campeões). O time obteve duas vitórias na primeira fase, contra o PAOK Thessaloniki-GRE. Elkjaer se destacou, marcando dois gols em cada jogo. Os placares foram de 3 x 1 e 2 x 1.

Depois, nas oitavas-de-final, o Verona fez um clássico italiano com a então campeã européia, a Juventus. Com um empate sem gols e uma vitória, por 2 x 0, os alvinegros foram adiante.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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