Como time pequeno

A seleção Portuguesa entrou em campo para não perder. Se armou na defesa para enfrentar um time queconsiderava mais forte, mais técnico e favorito. Vendo assim, a postura portuguesa não me parece nada errada. Mas olhando assim, parece que do outro lado estava a Argentina, o Brasil ou talvez a Alemanha.
Na verdade, o adversário era a Espanha. Sim, é um time muito técnico, com muitos jogadores de bom nível e que chegou à Copa como uma das seleções favoritas. Mas insisto: era a Espanha. Não era uma das quatro grandes seleções.
O jogo português estava funcionando em certa parte do jogo, como o final do primeiro tempo e até o início do segundo. O problema é que a Espanha fez 1 a 0. A partir daí, em um jogo eliminatório, a postura tinha que mudar. Ficarsó se defendendo e esperando o adversário pode ser eficiente em algumas situações, mas não perdendo por 1 a 0 contra a Espanha.
Pior do que isso: os portugueses não tiveram atitude. Não lutaram pela bola, sequer. Mais ainda: deram mais espaço para a Espanha. Resultado: as outras chances criadas dos 17 minutos do segundo tempo, quando saiu o gol de Villa, até o final da partida, foram da Espanha. Portugal não conseguiu criar uma só chance.
O técnico sacrificou Cristiano Ronaldo, o melhor do time, em função da tática. Aquela, que não dribla, não chuta, não faz gol. Um modelo conceitual, que não resultou em absolutamente nada. Portugal fez sete gols na Copa. TODOS contra a Coreia do Norte. Acho que isso diz um pouco desse time. Ah sim: Queiroz deixou Deco no banco. Mesmo perdendo. Então, é voltar para Lisboa e não pode nem chorar em casa, porque nem isso merece.
Enquanto isso, a Espanha avança e tem tudo para chegar à semifinal. O Paraguai não parece adversário para os espanhóis. Já as semifinais… Bom, aí é outra história. Mas isso deixamos para quando for a hora.
Adendo ditatorial do chefe, às 17h46: Tá, foi tudo isso aí, mas, no final, a Espanha ganhou roubado. Disso aí não vão falar, não?



