Clorofila no ar do VVB

John Terry deixava a liderança do VVB em baixa. Nem mesmo a saída de Fred, indicado pelo bad boy no último paredão, valeu para levantar seu ânimo. O Chelsea foi devorado pelo Napoli na Liga dos Campeões e o capitão não pôde nem entrar em campo. Perdeu a chance de dar algumas enxadadas em Cavani, mostrando quem mandava no pedaço. Com uma contusão no joelho, passará as próximas semanas de chinelinho, aproveitando o ofurô do VVB.

Aproveitando os resquícios do carnaval, Jérôme Valcke realizou uma prova do líder que até Joãozinho Trinta daria o seu aval. Os vrothers teriam que produzir fantasias que retratassem sua personalidade. O vencedor teria que passar pelo crivo de um comitê formado por quatro experts: Neguitão da Vai-Vai, Neguinho da Beija-Flor, Luma de Oliveira e Roberto Justus. De última hora, porém, a ex- encoleirada de Eike Batista não pôde comparecer e foi substituída por Cléber Machado. Afinal, se ele narra os desfiles, deve saber algo sobre fantasias também.

O abre-alas foi protagonizado por Carlos Tevez, vestido de dançarino de cúmbia. O argentino, porém, acabou desclassificado – eles queriam ver fantasias de carnaval, e não de Halloween. José Mourinho tentou ver se conseguia um título pelo menos dessa vez: se transformou em Pep Guardiola. Porém, sua caracterização não estava fiel. Na camisa do Barcelona que vestiu, faltava o patch de campeão do mundo. John Terry tentava salvar sua pele ao se vestir de cordeirinho, mas não convenceu ninguém.

Mario Balotelli relembrou um de seus episódios mais folclóricos e colocou a roupa de Papai Noel. Tentou distribuir dinheiro para os jurados, assim como tinha feito no último natal, mas foi barrado por Neguitão da Vai-Vai. “Crorofila aqui não, nem quero sentir esse cheiro”. Desclassificado. Adriano tentou buscar seus velhos tempos para convencer o júri. Queria uma fantasia de imperador da Roma Antiga. Mas, meio alterado, errou na hora de fazer sua roupa. Pegou um modelo diferente e apareceu vestido de filósofo da Grécia Antiga. Os avaliadores não entenderam nada, mas deixaram passar.

Por fim, surgiu o grande campeão. Loira deslumbrante, de vestido coladinho, requebrando as cadeiras em homenagem ao seu companheiro. Zlatan Ibrahimovic agora era Shakira Piqué. A performance cantando “Rabiosa”deixou todos na banca babando. Era a mais perfeita reprodução entre os seis vrothers que entraram no palco. O novo líder já estava escolhido.

Foi aí que Cléber Machado levantou a dúvida: “Podia se vestir de travesti nessa prova, Arnaldo? Ficou claro na regra que os participantes não poderiam imitar alguém do gênero feminino… ou não!”. Depois da indagação, Adriano logo se levantou até o palco, tomou o papel com a contagem dos votos de Jérôme Valcke e rasgou. O que o Imperador não esperava é que Monsieur seria mais precavido que ele: o documento, na verdade, era um contrato da Fifa com o Morumbi pela realização da Copa de 2014. Nada melhor que colocar a culpa em cima dos corintianos, não? Estava tudo feito! E a liderança, sem mudanças, se manteve sueca (ou colombiana, dependendo do ponto de vista).

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Equipe Trivela

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