Cala a boca, Blatter!

A Irlanda não tem muito a perder. Ao pedir à Fifa que seja aceita no Mundial como a 33ª seleção, o máximo que ela pode ouvir é um não como resposta. O que obviamente vai acontecer.
O que sempre impressiona nestes casos é a capacidade de Joseph Blatter de tentar agradar a todos, mesmo nos casos mais esdrúxulos. Em vez de colocar logo um ponto final no assunto, afirma que o caso será levado à discussão.
O presidente da Fifa é o exemplo perfeito do político. Muda seu discurso com extrema facilidade, dependendo do interlocutor. Aos franceses, falando do mesmo caso, absolveu Thierry Henry.
A inclusão do 33º país na Copa é um factóide que não precisava ser alimentado. Mas Blatter vive disso. Deve achar melhor do que se ocupar das discussões que realmente mudariam algo nos rumos do futebol.



