Cada vez mais folgados

No final do jogo contra o Corinthians, o Botafogo teve uma chance clara para vencer o jogo. O atacante Caio, porém, foi fominha, tentou fazer um golaço, não tocou para Loco Abreu, que estava livre na área, e desperdiçou a oportunidade.

Até aí, tudo bem. Todo jogador tem o direito de fazer o que bem entender em campo, mas depois não pode reclamar de ser cobrado quando erra. E Caio errou, deveria ter passado a bola ao invés de tentar o mais difícil.

E aí o problema começou. Na sequência a partida acabou e os companheiros Marcelo Cordeiro e o centrovante uruguaio foram cobrar o garoto, que se revoltou e quase brigou com o lateral. “Se fosse gol teria sido um golaço”, disse ele depois. Pois é, mas a linha que separa a genialidade da bestialidade é muito pequena. Se acertasse, bateríamos palmas. Errou, e assim tem que aprender a ouvir.

Se não é craque, vai pelo caminho mais fácil. E esse é o caso dele.

O problema é que jovens como Caio, de 20 anos, se acham os donos do mundo. Ganham salários astronômicos para a realidade brasileira, têm carros espetaculares, saem com mulheres lindas e acham que podem fazer o que quiserem. Por trás, ainda, sempre há um empresário dizendo “é isso aí, você é o cara mesmo”, “não toca a bola, tenta o golaço”, “no ano que vem você estará na Europa”… aliás, seu empresário, há alguns meses, disse que recebeu uma proposta milionária do futebol europeu, mas preferiu manter o jovem no Botafogo. Sei…

Com tudo isso em mente, esses garotos não aceitam a reserva e muito menos cobranças de companheiros. São mimados, como Neymar.

Antigamente, e nem é preciso voltar muito no tempo, essa molecada tinha mais respeito com os mais velhos. Hoje em dia, vão lá no twitter depois e falam que está tudo bem.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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