Brasil e Bolívia medem forças em La Paz para cumprir tabela
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No confronto da Seleção Brasileira de sábado, contra a Bolívia em La Paz, o maior desafio dos brasileiros será o de sempre: a altitude. E isso não preocupa o time comandado por Dunga que, com a classificação garantida, e com um rival já eliminado da Copa do Mundo de 2010, o jogo não passará de um treino para que o brasileiro experimente novas formações.
A CBF estuda levar um grupo reduzido de jogadores à Bolívia, para poupar os atletas do esforço dos 3600 metros. Kaká, Luis Fabiano, Elano e Gilberto Silva são os principais nomes apontados para ficar de fora.
Apesar do tabu de o Brasil ser o único país da região que não venceu em jogos disputados a mais de 2500 metros (como em Bogotá, Quito e La Paz), os pentacampeões não têm muitos motivos para se preocupação. “A altitude é difícil, mas é difícil para as duas equipes. E, se você falar muito disso, atrapalha o lado psicológico. O que precisamos fazer também é mesclar uma equipe com experiência e qualidade técnica”, disse Dunga, em coletiva de imprensa.
Kaká é ausência já quase confirmada pelo treinador, apesar das declarações do jogador: “Estou aqui para jogar. Minha vontade é jogar sempre, ajudar a seleção, mas se tiver que ajudar de outra forma estarei à disposição para que isso aconteça”, disse o atleta do Real Madrid, nesta sexta-feira.
A falta do meia dos merengues pode ser comemorada pelos bolivianos. “É óbvio que temos que ter atenção especial com um jogador tão importante. Se a Bolívia deve temer alguém do Brasil, é Kaká”, declarou o atacante boliviano Marcelo Moreno, antes da partida.
“A Bolívia conseguiu coisas muito boas nestas Eliminatórias. E é nisso que temos que nos inspirar para sermos fortes contra o Brasil”, apontou o atacante Juan Carlos Arce. “Não interessa se o rival vem ou não com seus principais jogadores. Para nós, o verdadeiro incentivo é estar defendendo a seleção nacional.
A Seleção Brasileira foi a primeira do continente sul-americano a garantir a classificação para o Mundial da África do Sul, seguida pelo Paraguai. Chile, Uruguai, Equador, Argentina, Colômbia e Venezuela embolam a briga pelas últimas vagas, enquanto Peru já deu adeus à competição, na lanterna. O Brasil tem 33 pontos, e os bolivianos, apenas 12, em 16 jogos disputados.